o-pensador-de-rodin1. A Filosofia e sua vivência: Mais que qualquer outra disciplina precisa ser vivida. Vivência: significa o que estamos verdadeiramente sentindo. Ex.: de Estudar e Observar. Para vivê-la é indispensável entrar nela como se entra numa selva, para explorá-la. Mas, viver a realidade filosófica, é algo que só poderemos fazer em certos números de questões e certos pontos de vista.

2. Definições filosóficas e vivências filosóficas: O autor cita Hegel “todo o racional é real e todo o real é racional” essa fórmula apresenta um sentido imediato, que é a identificação do racional com o real, de imediato não nos diz nada, mas precisamos de uma vivência, com representações experimentadas por nós mesmos.

3. Sentido da palavra “filosofia”: Amor à sabedoria. Filósofo é o amante da sabedoria, mas este significado acontece em Heródoto, Tulcídides e nos Pré-Socráticos. Após este período, representa a própria sabedoria. Qual a classe do saber da filosofia? ´É o saber que adquirimos quando o procuramos.

4. A filosofia antiga: Distinção entre simples opinião e conhecimento racionalmente bem fundado. É a opinião que se afasta da opinião corrente (doxa: opinião). Platão coloca a epistéme, significa o saber que adquirimos depois de procurá-lo metodicamente. Para Platão o método da filosofia é a dialética, método de autodiscussão, um diálogo consigo mesmo e logo discutindo essa suposição para substituí-la por outra melhor, chegamos ao conhecimento que resiste a todas as críticas. Em Aristóteles: acontece o volume enorme de compreender dentro do seu seio e de designar a totalidade dos conhecimentos humanos. È a totalidade do saber das coisas. Na época de Aristóteles a filosofia se dividia: Lógica (os métodos do conhecimento humano), física (conjunto do nosso saber acerca de todas as coisas, inclusive a alma humana, também se inclui a psicologia), metafísica (estudo do ser enquanto ser), ética (conhecimentos a cerca das atividades do homem).

5. A filosofia da Idade Média: Série de pesquisas e conhecimentos que temos acerca de Deus, se separam do resto dos conhecimentos e surge a teologia. Desta forma o conhecimento se divide em: filosofia e teologia. Filosofia continua designando todo o conhecimento, menos o de Deus.

6. A filosofia na Idade Moderna: Séc. XVII, a filosofia começa a partir-se. Começam a sair do seio da filosofia as ciências particulares. Então, que é a filosofia: – Se a todo o saber humano lhe tiram as matemáticas, a astronomia, a física, a química, etc…, o que resta, isso é a filosofia.

7. As disciplinas filosóficas: Ontologia, metafísica, lógica, teoria do conhecimento, ética, estética, filosofia da religião, psicologia e a sociologia, formam parte do território filosófico. O que há de comum nessas disciplinas? – Todas são o resíduo desse processo histórico de desintegração. A história pulverizou o velho sentido da palavra “filosofia”. Vamos perguntar, porque forma embora as matemáticas, física, química e as demais. Uma ciência se desprendeu do velho tronco da filosofia quando conseguiu circunscrever um pedaço do imenso âmbito da realidade.

8. As ciências e a filosofia: Pertencem à realidade: número e figura. Mas, desde o momento em que se separa o “ser número” ou o “ser figura”; quando se circunscreve este pedaço de realidade e se consagra atenção especial a ela, ficam constituídas as matemáticas como uma ciência independente e se separam da filosofia. Uma ciência deixa a filosofia quando renuncia a considerar seu objeto de um ponto de vista universal e totalitário. A filosofia considera o seu objeto sempre do ponto de vista universal e totalitário.

9. As partes da filosofia: Filosofia é o estudo de tudo aquilo que é objeto de conhecimento universal e totalitário. A filosofia poderá dividir-se em dois grandes capítulos, em duas grandes ciências: ontologia: estudo dos objetos, conhecidos e cognoscíveis. E, o segundo: a gnoseologia: estudo do conhecimento dos objetos.

Resenha, a partir de texto de Manuel Garcia Morente, em O Conjunto da Filosofia.