Cidade de Brasópolis-MG. Local onde fui batizado. Igreja de São Caetano de Thyene

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Em reunião, dos MESC’s e Equipe de Liturgia da Paróquia São Francisco Xavier, Tijuca, Rio de Janeiro, conduzida pelo Pe. Jorge Luiz Palmeira, foi apresentado um feliz texto para reflexão: “O caminho para ser feliz é aprender a escolher“.

Mas, antes, do texto, os presentes foram conduzidos a leitura de dois trechos da Sagrada Escritura: Sb 9,1-6.9ss (Oração de Salomão) e 2Cr 1,7-13, que fala sobre a sabedoria. Ao final, lançou as seguintes perguntas:

1) O que é discernimento?

2) Quais são os requisitos para bem discernir?

3) Se vários caminhos se apresentam a minha frente, como saber qual deles tomar?

4) O medo de decidir sobre algo (difícil ou fácil) assombra muita gente, você conhece alguém que tem medo de tomar decisões? Como ajudá-la?

Seguindo os passos de Inácio de Loyola, que muito trabalhou para o bom discernimento, apontando a Oração de Contemplação como ótimo caminho para “Em tudo Amar e Servir”, criando, desta forma os Exercícios Espirituais. Mas, isto, será tema de um próximo artigo. Hoje quero apenas, transcrever o texto, que me parece, foi escrito por alguém da Canção Nova e que passa, não muito raro, pelos ideais de Inácio. Bem, vamos ao texto:

O caminho para ser feliz é aprender a escolher

Quando um homem escolhe uma esposa, imediatamente está deixando para trás todas as outras mulheres; quando se decide por uma profissão, abre mão de todas as outras etc… Escolher, pois, significa também renunciar. E quando não se tem um discernimento apurado para avaliação, escolher se torna um sofrimento e uma fonte de desgosto.

Discernimento é conhecer profundamente a Deus e a si mesmo, porque Deus se encontra na alma como se encontra no céu. Por isso mesmo a própria alma é outro céu, no qual se pode entrar pela oração. É uma loucura querer entrar no céu sem antes termos entrado em nosso coração a fim de conhecer a nossa miséria, os bens que recebemos de Deus e de pedir muitas vezes misericórdia.

Devemos rezar para saber o que Deus quer de nós e lhe pedir sua ajuda para cumprir a sua vontade, porque, mesmo depois de discernir o que é o plano de Deus, é importante verificar o que está de acordo com esse plano. Agindo assim, agrada-me muito ao Senhor, que nos leva a um caminho sempre mais perfeito, a águas mais profundas e nos dá um alimento espiritual mais sólido, porque o alimento sólido é para os adultos, aqueles que a experiência já exercitou para distinguir o bem e o mal (Hb 5,14). Deus quer que os seus filhos se mostrem experientes para o bem, sem nenhum compromisso para o mal (cf. Rm 16,19). E, por isso adverte a examinar tudo e guardar o que é bom (1Ts 5,21), de maneira que possam sempre escolher o que é melhor.

O discernimento desperta o homem interior, dá-lhe visão espiritual. Uma luz que antes nem sabia existir ilumina as opções de sua vida. Ele passa a ser capaz não só de escolher entre o bem e o mal, mas, com clareza, de distinguir, entre coisas boas, a que é melhor. E isso é muito mais difícil.

A visão espiritual faz lançar um novo olhar sobre o mal e um novo entendimento sobre o sofrer. Porque, com Jesus, a própria dor consola, e a tristeza já não nos pode esmagar. Este novo olhar faz brotar a experiência de uma alegria nova, diferente, inexplicável por palavras, e enche o nosso coração de gosto por Deus.

O homem que foi visitado pelo Espírito tem a sua mente aberta para compreender as Sagradas Escrituras e as intervenções do Senhor em sua vida. Apenas com essa experiência é que a pessoa passa a ter coragem de assumir compromissos novos e difíceis a serviço de Deus e daqueles que o Senhor colocou a seu lado. Só pode dizer sim ao irmão quem consegue escolher dizer não a si mesmo, e isso é dom de Deus.

O Espírito Santo é o guia e o professor do homem de bem. Ele dirige a sua mente, confirma o afeto, o sentimento, a intuição que o atrai para onde Ele quer e orienta os seus passos para o alto. É Ele quem acompanha os filhos de Deus às promessas do Pai e confirma seus passos no caminho da felicidade. É Ele quem leva a Deus. Os que por Ele se deixam conduzir não tropeçam, já não estão debaixo da lei, tal como Jesus são conduzidos passo a passo, recebem suas inspirações, são arrastados pelo coração a abarcar sua decisões.

O Espírito Santo tem um zelo e um carinho tão grande pelo que lhes são consagrados que os dirige não só nas grandes coisas da vida, mas também nas pequenas. Ele impede os que amam de tomarem decisões precipitadas, desastrosas ou em desacordo com os planos de Deus. É tão viva sua assistência que os que a experimentam sentem-se como que conduzidos pela mão.

O mundo tem seus “poderosos modelos” e costuma apresentar seus “sábios e líderes”, mas o homem poderoso de fato é aquele que é movido pela fé e conduzido pelo Espírito; este, sim não pode ser detido.

Para Reflexão:

1) Como tenho deixado o Espírito Santo agir em mim?

2) Minhas escolhas diárias têm a participação do Espírito Santo?