"Imagem da Imaculada Conceição na Igreja de São José (localizada, de acordo com antigas tradições, sobre a oficina de carpinteiro da Sagrada Família. Mais tarde a tradição identificou este lugar como a casa de José e Sagrada Família - Nazareth (Israel)"

"Imagem da Imaculada Conceição na Igreja de São José (localizada, de acordo com antigas tradições, sobre a oficina de carpinteiro da Sagrada Família. Mais tarde a tradição identificou este lugar como a casa de José e Sagrada Família – Nazareth (Israel)"

Nos dias de hoje, é comum quem não entenda a figura de Maria, diante do culto que prestamos a Ela. Há os que se desconcertam diante de Maria; Há os que não sabem o que pensar, o que sentir, nem o que fazer. As pessoas e até muitos cristãos respeitam Maria, mas permanecem confusos, porque não entendem o significado prático que Maria possa vir trazer a suas vidas.

Muitos vêem Maria, como um objeto de estudo, como um ícone importante, só uma imagem em um altar, mas não conseguem enxergar Maria Santíssima como uma pessoa real envolvida por uma explícita e gratuita vontade de Deus na história da Salvação.

Afinal, quem é Maria?

Maria é uma pessoa real, que influi agradavelmente na intimidade da Igreja e de seus fiéis, para ajudá-los na peregrinação e conformação com o Senhor Jesus. Por isso a chamamos por “Mãe da Graça” ou “Mãe da Misericórdia”.

Como dizia Santo Alberto Magno,OP (séc. XIV): “Maria é Mãe que concebe, por sua compaixão, os filhos da Igreja, e os forma com sua caridade”. Também, os primeiros cristãos, nas primeiras comunidades, descobriam a Mãe à medida que descobriam o mistério do Senhor Jesus, que era a Palavra feito carne.

Amigos! Prestem atenção na tradição viva de nosso povo! Leiam e entendam os ensinamentos do Concílio Vaticano II, que nos aponta os alcances do amor maternal da Virgem Maria.

Um teólogo, falou um dia: “O Concílio de Éfeso foi o Concílio da Maternidade Divina de Maria, e o Concílio Vaticano II foi o Concílio de sua Maternidade Espiritual e Eclesial”. E, ainda, há aqueles que não entendem a presença maternal de Maria. Uma pena!

Basta um olhar sobre a sociedade e sentimos o desconhecimento do próprio Cristo, e em muitos casos apenas um conhecimento superficial. Conforme nos falava, o teólogo alemão, do séc. XX, Michael Schmaus: “Uma falsa interpretação de Cristo conduz… forçosamente a uma falsa interpretação de Maria. Assim, em Maria, fica manifesto quem é Cristo e o que faz”.

Então! Você concorda, que aproximar-se de Cristo é aproximar-se de Maria? – Ela, é a garantia de uma aproximação completa, pois nos faz compreender e viver a totalidade dos mistérios de Cristo.

Também nos dizia, o Papa Pio X (Papa da Eucaristia, pontificado de 1903-1914): “Não há caminho mais seguro e fácil pelo qual os homens podem chegar a Cristo que Maria”. Bem como, nos falava o Papa Paulo VI (pontificado de 1963-1978): “Já que Maria deve com razão ser considerada como o caminho pelo qual somos levados a Cristo, a pessoa que encontra Maria não tem outro remédio a não ser também encontrar a Cristo”. Ainda, ao encerrar o Concílio, Paulo VI, afirmava: “A verdadeira doutrina católica sobre a Virgem Maria será sempre a chave para a exata inteligência do mistério de Cristo e da Igreja”.

A Cristo, por Maria, pela Família Unida!