Maria, Estrela da Evangelização

Maria, Estrela da Evangelização

Aconteceu em Aparecida a 36ª Assembléia Nacional das Congregações Marianas do Brasil, onde algumas decisões foram tomadas. Àquela que mais tocou, foi a escolha do tema para o Dia Nacional 2010. Entre quatro propostos, saiu vencedor por um voto o tema: Congregados(as) Marianos(as), com Maria, consagrados à missão.

Desta forma a Confederação Nacional propõe aos congregados marianos de todo o Brasil, um olhar sobre si mesmo, na sua Congregação e/ou Federação, ou seja, um rever o seu “Sim” que o compromete como consagrado a Virgem Maria, e se, a consagração, está frutificando em missão.

Mas, sobre o tema, falaremos em outra ocasião.

Empolgado com o re-encontro dos amigos de fita azul, abraços apertados de uma rara amizade e a sensibilidade de estar na casa da Mãe Aparecida, motivo de toda esta unidade. Pego um texto mariano e me deparo com a exortação apostólica Evangelii Nuntiandi do Papa Paulo VI, onde exalta Maria como “Estrela da Evangelização”.

Título que permite passar por alguns significados, para apresentar o Seu papel de Evangelizadora:

) Porque historicamente participou do papel de Mãe no início da Igreja (Evangelizando as nações);

) Por sua maternidade, que é modelo e figura da Igreja;

) Por sua vida evangélica, que é um testemunho vivo da doutrina de seu Filho.

Por que o Santo Padre utiliza este título: – Porque,“na manhã de Pentecostes, Ela presidiu com sua oração o início da evangelização, sob a ação do Espírito Santo, que a Igreja, dócil ao mandamento de seu Senhor, deve promover e cumprir, sobretudo nestes tempos difíceis mas cheios de esperança” (EN 82).

Também, neste relacionamento Maria-Igreja, como sua figura, o Papa João Paulo II na alocução no Santuário de Nossa Senhora da Alvorada, Guayaquil, 31 de janeiro de 1985, pronunciou as seguintes palavras: “Maria e a Igreja são templos vivos, santuários e instrumentos por meio dos quais se manifesta o Espírito Santo. Gera de maneira virginal o Salvador: Maria leva a vida em seu seio e gera virginalmente; a Igreja dá a vida na água batismal, nos sacramentos e no anúncio da fé, gerando-a no coração dos fiéis”.

Amigos, é bom termos em mente que a evangelização não se resume a uma técnica, com regras definidas; as técnicas devem estar dirigidas pastoralmente à comunicação da Palavra. O Papa Paulo VI, destacou “o testemunho de vida evangélica como uma das mediações necessárias para proclamar a Palavra de Jesus” (EN 41).

L.H.Rivas, “La Virgen Maria em El Nuevo Testamento”, nos diz: “Maria é a que serve de imagem arquetípica e princípio da Igreja: é a primeira evangelizadora que leva a Boa Notícia, derramando alegrias, bênçãos e o próprio Espírito Santo sobre os que a encontram pelo caminho, é o modelo do cristão nas bem-aventuranças, e serve de exemplo a todos aqueles que querem escutar a Palavra para conservá-la em um bom coração e dar frutos de perseverança”.

Pela intercessão materna, Maria também é evangelizadora (cf. o Encontro de Teologia Mariana da Argentina, doc. Final, 1981). E, essa missão evangelizadora de Maria, acontece de várias formas na Igreja: Liturgia, oração, nos santuários marianos e na orientação na libertação dos povos.

Que Maria, Estrela da Evangelização continue a guiar nossos caminhos.