SEGUNDO MANDAMENTO.

Confessar-se ao menos uma vez por ano”  (CCE 2042; CIC 989).

Razão: Assegura a preparação para a Eucaristia pela recepção do sacramento da Reconciliação, que continua a obra de conversão e perdão do Batismo.

O cristão liberto do pecado pelo Batismo e dotado de liberdade, pode voltar a pecar e, portanto sua vida é um repetido começo.  A Igreja consciente do caráter medicinal do Sacramento da Reconciliação, exorta a que se recorra a ele de maneira freqüente: exame de consciência, arrependimento e propósito de correção.

Aquele que pecou gravemente e, portanto, afastou-se da presença de Deus, mostraria pouco apreço pela Graça santificante se num tempo prudente (estipulado benevolamente em um ano), não procurasse a reconciliação e pecaria gravemente por desprezo a Deus, violando diretamente o Primeiro Mandamento da Lei de Deus – “Amar a Deus sobre todas as coisas”.  Falta amor naquele que voluntariamente permanece afastado do objeto de eu amor.

A Igreja, por este motivo, estabeleceu bem cedo (IV Concílio de Latrão em 1215) o preceito da confissão anual.

 

Cumprimento do preceito:

Idade: após a idade da razão (aproximadamente 7 anos – CIC 989)

Tempo: o essencial é a confissão dos pecados mortais e a abertura do coração à graça santificante, com as seguintes observações:

  • Ao menos uma vez por ano – a obrigação do preceito não cessa depois deste tempo, ao contrário é obrigação fazê-lo o mais rapidamente possível, incluindo a não confissão no tempo previsto.
  • Época – não existe um tempo determinado, mas aconselha-se que seja feito na Quaresma por ser o tempo próprio de confissão e arrependimento.
  • Modo: a confissão deverá ser sacramental, não cumpre o preceito aquele que se “confessa com Deus” ou comunitariamente (CIC 916).

Só estará obrigado aquele que tem consciência de pecado mortal, os pecados veniais são perdoados por outras maneiras: ato penitencial e Eucaristia na missa, atos de caridade com o próximo, penitências, etc.  Entretanto, para que se obtenha um maior fruto do sacramento, aconselha-se que até mesmo os pecados veniais sejam confessados sacramentalmente, desta maneira estaremos nos colocando, mais diretamente sob o poder misericordioso e salvífico do sacrifício de Jesus Cristo.

A Igreja recomenda a confissão freqüente (periódica) como meio de purificação interior, ainda que não existam pecados mortais.

 

Referências Bibliográficas.

  • AQUINO, F.  A Moral Católica e os Dez Mandamentos. Cléofas, São Paulo, 2005.
  • BETTENCOURT, E.T.  Curso de Teologia Moral.  Escola “Mater Ecclesiae”.
  • Catecismo da Igreja Católica.  9ª edição. Ed. Vozes, Rio de Janeiro, 1997. nº 2052- 2557.

Texto elaborado por Luiz Maurício Teixeira Osório