SEXTO MANDAMENTO:  “Não pecar contra a castidade” Ex 20,14; Dt 5,18; Mt 5,27-28. 

Este mandamento abrange as questões da sexualidade e casamento. 

A sexualidade:           

  • Animais: instinto, mera necessidade da natureza.
  • Homem: sexualidade – integração da personalidade (carne e espírito).

A sexualidade no homem está a serviço de sua realização plena; não se limita à relação sexual como nos animais, mas tende a efetuar a comunhão das pessoas (o homem completa o que falta à mulher e vice versa) no casamento  e  a  perpetuação  da  espécie  (procriação),  participando do poder criador de Deus.(instrumento). (CEC 2332,33,34; Mt 19,4-6).A virtude da castidade: virtude moral que regula retamente a sexualidade humana.   

  • Integridade da pessoa (CEC 2339 – 45).
  • Integralidade da doação (CEC 2346-47).

Com o autoconhecimento e autodomínio, o homem poderá ordenar-se para seu objetivo em corpo e alma (integridade da pessoa) e doar-se totalmente a Deus e ao próximo a exemplo de Jesus Cristo (integralidade da doação).Diversas formas de Castidade: (CEC 2348,49,50).   

  • Matrimônio – castidade conjugal
  • Celibato – castidade na continência.

No batismo fomos elevados à dignidade de filhos de Deus, somos templo do Espírito Santo e portanto somos chamados a viver a castidade seja qual for nosso estado de vida particular.= 1Cor 15-20.  

Jesus  Cristo  confirmou e  aperfeiçoou a  castidade  tanto  interna (pensamentos e desejos)  como  externamente  (instinto sexual) = Mt 5,28; 19,3-6. 10-12. 

Tudo isto deve ser feito por amor a Deus que é aquela pérola preciosa que devemos preferir a qualquer outro valor = Mt 13,45s. 

Meios para conservar a castidade: 

sobrenaturais: 

  • Confissão e Eucaristia
  • Oração freqüente
  • Devoção à Virgem Maria
  • Mortificação.

naturais: 

Guarda da vista 

  • Sobriedade na comida e bebida
  • Cultivar o pudor
  • Direção espiritual.

Problemas morais relacionados com a sexualidade:

  • Luxúria – CEC 2351
  • Masturbação – CEC 2352
  • Fornicação – CEC 2353
  • Pornografia – CEC 2354
  • Prostituição – CEC 2355
  • Estupro ou Violação CEC 2356
  • Homossexualidade = CEC 2357-59.

Matrimônio (CEC 2360-63) 

Se o casamento é doação total, está claro que só pode ser para sempre; qualquer limitação na duração afetaria a totalidade da doação.  Por  isto a própria lei natural ensina que o matrimônio é uno e indissolúvel.  A fé corrobora esta índole natural matrimôniol, elevando-o à categoria de sacramento (Mt 19,1-9; Mc 10,1-9; 1Cor 7,10). 

Características: 

  • Fidelidade – CEC 2364/5
  • Fecundidade – CEC 2366-72
  • Filhos – CEC 2378.

Ofensas à dignidade do matrimônio: 

  • Adultério – CEC 2380/81.
  • Divórcio – CEC 2384-86.
  • Poligamia – CEC 2387
  • Incesto – CEC 2388/89
  • União livre – CEC 2390/91.

Gravidade do pecado contra a castidade: princípio fundamental – prazer sexual procurado como fim e não como meio de complementaridade e/ou procriação, portanto, é a não orientação da sexualidade para seu verdadeiro fim.  É sempre pecado mortal e não admite matéria leve. 

Porque? a procriação é o mais sagrado dos dons, aquele que está mais diretamente ligado a Deus, portanto, sua transgressão implica em maior malícia. 

  • Interiores: falta de mortificação, orgulho, egoísmo, falta de intimidade com Deus (oração).
  • Exteriores: ocasiões de pecado (filmes, espetáculos, más companhias etc)

Causas: 

  • Interiores: falta de mortificação, orgulho, egoísmo, falta de intimidade com Deus (oração).
  • Exteriores: ocasiões de pecado (filmes, espetáculos, más companhias etc)

Há, portanto, obrigação grave de evitar tudo aquilo que, em si mesmo ou por fraqueza nossa, possa servir de ocasião de pecado, pois se levam habitualmente a cometer uma falta, constituem por si mesmas pecado grave.  Devemos ter a coragem de fugir destas situações.

Referências Bibliográficas. 

  • AQUINO, F.  A Moral Católica e os Dez Mandamentos. Cléofas, São Paulo, 2005.
  • BETTENCOURT, E.T.  Curso de Teologia Moral.  Escola “Mater Ecclesiae”.
  • Catecismo da Igreja Católica.  9ª edição. Ed. Vozes, Rio de Janeiro, 1997. nº 2052- 2557. 

Texto elaborado por Luiz Maurício Osório