SEGUNDO MANDAMENTO

Não pronunciarás o nome do Senhor, teu Deus, em vão” (Ex 20,7; Dt 5,11; Mt 5,33s).

Não tomar seu Santo Nome em vão”.

 Pertence, como o primeiro, ao âmbito da virtude da religião e regula mais particularmente o uso que fazemos da palavra nas coisas santas (CEC 2142,43,44).

Exigências –   Honrar o Nome de Deus e tudo que a Ele se refira – a deferência para com o Nome de Deus exprime o respeito que é devido ao mistério do próprio Deus e a toda a realidade sagrada que ele evoca.  O sentido do sagrado faz parte do âmbito da religião.  Ex. O Pai Nosso – devemos nos esforçar para que o nome de Deus seja glorificado em toda a Terra.  Com as devidas adaptações também deverão ser honrados os nomes dos Santos e de Maria Santíssima.

Respeitar tudo aquilo que é consagrado a Deus – coisas, pessoas e lugares.

 O JURAMENTO – é a invocação do Nome de Deus como testemunha da verdade que se afirma, ou da sinceridade que se promete.  Só deverá ser utilizado em ocasiões muito especiais (CEC 2153,54,55).

Só deverá ser utilizado na verdade, no discernimento e na justiça (CIC 1199,1), isto é, só aquilo que é verdadeiro, lícito e com necessidade real – exigido por autoridade legítima civil ou eclesiástica.

O VOTO – promessa deliberada e livre, de um bem possível e melhor, feita a Deus.  É um ato de devoção no qual o cristão se consagra a Deus ou lhe promete uma obra boa (At 18,18; 21,23s).  A fidelidade aos votos obriga e deve ser cumprido quando feito licitamente (CIC 1191; Ecl 5,3-6).

Em certos casos  a  Igreja  pode,  por  motivos  adequados, dispensar dos votos e das promessas (CIC 692).

Pecados opostos:      

  • Abuso do Nome de Deus (Jesus, Espírito Santo), Maria Santíssima e Santos – todo uso inconveniente deste Santos Nomes; convém evitar misturá-los com freqüência nas conversas para evitar irreverências (CEC 2146).
  • Blasfemar – proferir contra Deus – interior ou exteriormente – palavras de ódio, ofensa, desafio, etc.  Inclui-se também as palavras impróprias contra a Igreja, santos e coisas sagradas.  É diretamente contrária ao respeito devido a Deus e a seu santo nome e, portanto pecado grave.
  • Juramento falso ou perjuro – aquele que sob juramento, faz uma promessa que não tem intenção de manter ou que depois de ter prometido não o cumpre.  O juramento falso invoca Deus para ser testemunha de uma mentira ou falsidade e, portanto é pecado grave (CEC 2150,51,52,53,54,55).

Jesus ensinou que todo juramento implica numa referência a Deus e que a presença de Deus e de sua verdade deve ser honrada em toda a palavra (Mt 5,33ss)

O  juramento  por hábito a propósito de qualquer tolice é um vício que deverá ser corrigido; constitui-se em pecado venial e que poderá conduzir ao pecado do falso juramento.

 

Referências Bibliográficas. 

  • AQUINO, F.  A Moral Católica e os Dez Mandamentos. Cléofas, São Paulo, 2005.
  • BETTENCOURT, E.T.  Curso de Teologia Moral.  Escola “Mater Ecclesiae”.
  • Catecismo da Igreja Católica.  9ª edição. Ed. Vozes, Rio de Janeiro, 1997. nº 2052- 2557. 

Texto elaborado por Luiz Maurício Osório