A palavra padrinho, vem do latim Patrinu (diminutivo de Pater = Pai).

  • O Padrinho é testemunha (de Batismo, ou de Crisma, ou de Casamento).
  • Padrinho é Protetor (Auxiliador).

A palavra Madrinha, vem do latim Matrina (diminutivo afetivo de Mãe).

  • A Madrinha é testemunha (de Batismo, ou de Crisma, ou de Casamento).
  • A Madrinha é Protetora (Auxiliadora).

Testemunho de cristão

O santo batismo é o fundamento de toda a vida cristã, o pórtico da vida no Espírito e a porta que abre o acesso aos demais sacramentos. Pelo batismo somos libertados do pecado e regenerados como filhos de Deus, tornamo-nos membros de Cristo, e somos incorporados à Igreja e feitos participantes da sua missão: o batismo é o sacramento da regeneração pela água na Palavra” (CIC § 1213).

Veja o quanto é importante esse sacramento! O batismo torna a pessoa filha de Deus, e ela passa a fazer parte da família de Jesus, que é a Igreja. O batizado se torna um membro ativo, uma testemunha que vive a missão de anunciar Cristo aos povos. Por isso, aqueles que serão escolhidos para acompanharem os batizados, precisam ter algumas características importantes. Não basta ser alguém conhecido, amigo, parente, rico ou “uma pessoa boa, que faz parte da minha história”, pode até trazer as caraterísticas citadas, entretanto, vejamos o que o Código de Direito Canônico diz:

  • Cân. 872– “Ao batizando, enquanto possível, seja dado um padrinho, a quem cabe acompanhar o batizando adulto na iniciação cristã e, junto com os pais, apresentar ao batismo o batizando criança. Cabe também a ele ajudar que o batizado leve uma vida de acordo com o batismo e cumpra com fidelidade as obrigações inerentes”.
  • Cân. 873 – “Admite-se apenas um padrinho ou uma só madrinha, ou também um padrinho e uma madrinha”.
  • Cân. 874 – Para que alguém seja admitido para assumir o encargo de padrinho, é necessário que:

seja designado pelo próprio batizando, por seus pais ou por quem lhes faz as vezes, ou, na falta deles, pelo próprio pároco ou ministro, e tenha aptidão e intenção de cumprir esse encargo;

tenha completado dezesseis anos de idade, a não ser que outra idade tenha sido determinada pelo bispo diocesano ou pareça ao pároco ou ministro que se deva admitir uma exceção por justa causa;

seja católico, confirmado (seja crismado), já tenha recebido o sacramento da Eucaristia e leve uma vida de acordo com a fé e o encargo que vai assumir;

não se encontre atingido por nenhuma pena canônica legitimamente irrogada ou declarada;

não seja pai nem mãe do batizando;

quem é batizado e pertence a uma comunidade eclesial não-católica só seja admitido junto com o padrinho católico, e apenas como testemunha do batismo.

O cuidado na escolha dos padrinhos

O sacramento do batismo é tão importante, por isso exige um cuidado com aquele que vai apadrinhar o batizando. Costuma-se dizer que o padrinho ou a madrinha faz, muitas vezes, o “papel” do pai ou da mãe. O que esses fazem ou deveriam fazer? Educar o filho na fé católica, nos bons costumes, nos bons valores, deve educar para a responsabilidade e para a vida. Os padrinhos devem acompanhar o seu afilhado com a presença, com o bom testemunho de cristão, inúmeras vezes assumir a responsabilidade de pais ou auxiliar aos pais em suas faltas.

Como é sério ser padrinho ou madrinha, não é verdade? Conforme o ensinamento da Igreja, a pessoa precisa viver o batismo, ou seja, ser católica, ser crismada e ter uma vida de Comunhão Eucarística. Uma pessoa assim está, provavelmente, inserida na vida da igreja paroquial, vai à Missa aos domingos, busca confissão periódica, é uma pessoa que busca, a todo custo, a santidade. Essa pessoa é santa? Não! Mas se percebe nela a sede de ser santa.

 

Na Crisma ou Confirmação:

  • Possibilidade e ofício: Cân. 892– “Enquanto possível, assista ao confirmando um padrinho, a quem cabe cuidar que o confirmado se comporte como verdadeira testemunha de Cristo e cumpra com fidelidade as obrigações inerentes a esse sacramento”.
  • Qualidade: Cân 893 §1°– “Para que alguém desempenhe o encargo de padrinho, é necessário que preencha as condições do cân. 874, acima”.
  • Cân 893 §2º– “É conveniente que se assuma como padrinho o mesmo que assumiu esse encargo no batismo”.

Devido à importância desse sacramento, a Igreja Católica não deixa o crismando sozinho, exige um padrinho/madrinha para guiá-lo, para que nunca se afaste do caminho de Cristo.

Quanto aos padrinhos, cabe a eles procurar que seu afilhado se comporte como verdadeira testemunha de Cristo e cumpra fielmente as obrigações deste sacramento. Seria bom que os padrinhos pudessem colaborar na formação do afilhado e eles devem contribuir depois com seu testemunho e sua palavra, para a perseverança na fé e na vida cristã do afilhado. As condições para que alguém seja padrinho de Crisma são as mesmas para o padrinho de Batismo, a saber: ser batizado e maior de 16 anos, ter feito a Primeira Eucaristia, ser crismado e levar vida de acordo com a fé cristã. Seria até conveniente que o padrinho de Crisma fosse o mesmo do Batismo, embora isto não seja necessário. Também hoje em dia não é mais necessário que o padrinho/madrinha seja do mesmo sexo que o/a afilhado/a. por uma questão de prudência, não convém que seja o/a namorado/a.

O padrinho da Crisma, como no caso do Batismo, é um pai espiritual que apresenta seu afilhado à Igreja nesta ocasião tão importante, contrai um parentesco espiritual, portanto existe uma obrigação do padrinho em assistir seu afilhado em suas necessidades, principalmente espirituais, aconselha nas lutas da vida e reza pelo crismado. Por isso o padrinho da Crisma deve ser bom católico, ter sido crismado, tendo já idade suficiente para aconselhar o seu afilhado.

Os requisitos formais para os padrinhos são:

  1. Ser maior de 16 anos;
  2. Ser batizado e crismado;
  3. Pertencer à Igreja Católica;
  4. Ter uma vida vivida na fé e na realização de boas obras.