Santuário de Aránzazu, perto de Onhate (Espanha), onde Inácio fez a vigília

 Inácio, pega a estrada, montado em uma mula, acompanhado de um de seus irmãos[1], que quis ir com ele até Onhate. No caminho Inácio convenceu o irmão a celebrar uma vigília[2] em Nossa Senhora de Arazanzu[3]. Sua oração aquela noite foi para alcançar novas forças para o caminho. Deixou o irmão em Onhate, em casa de uma irmã que ia visitar[4].  

No caminho, Inácio, lembrou de um dinheiro que lhe deviam, na casa do duque. Escreveu ao tesoureiro cobrando a dívida e este respondeu que não tinha dinheiro. Quando o duque soube da cobrança, alegou que jamais poderia faltar dinheiro para Loyola, ao qual desejava dar um posto de tenente, pelos bons serviços prestados. Enfim, Inácio recebeu a dívida e mandou dividi-lo, parte a pessoas a quem se sentia obrigado, parte para que se consertasse e ornasse muito bem uma imagem de Nossa Senhora, que estava estragada. Despediu-se dos criados que iam com ele e partiu só em sua mula, de Navarrete para Monserrate.  

Bibliografia    

Cardoso, Pe. Armando, SJ, Autobiografia de Inácio de Loyola, Edições Loyola, SP, 1978, nº 13.


 

[1] Era, segundo parece, Pero López de Loyola, sacerdote, que em 1515 fora processado com Inácio e a partir de 1525 seria reitor da Igreja de São Sebastião de Soreasu, em Azpeitia (Leturia. El Gentilhombre, p. 238) 

[2] Passar à noite em oração.  

[3] Santuário dedicado à Nossa Senhora, perto de Onhate. Sobre a vigília de Inácio neste Santuário, merecem ser recordadas as palavras dirigidas a São Francisco de Borja, a 20 de agosto de 1554: “De mim vos posso dizer que tenho particular causa para a desejar: porque, quando Deus me fez mercê para eu empreender alguma mudança em minha vida, lembro-me ter recebido algum proveito em minha alma, velando nessa Igreja, de noite”. É provável que nessa ocasião Inácio fizesse voto de castidade, embora as fontes digam somente que isto sucedeu “no caminho” de Loyola a Monserrate. Assim Diego Lainez (†1565), em sua carta sobre Inácio (Fontes Narr. I,76)  

[4] Provavelmente Madalena, casada com Juan López de Gallaiz-tegui, senhor do solar de Anzuola.