“Força da Fé e Humildade no serviço” – Lc 17,5-10

Versículo 5: Os apóstolos disseram ao Senhor: Aumenta-nos a fé!
 
Aumenta nossa Fé“: Cada um de nós deveria repetir esta súplica dos apóstolos como uma jaculatória. ‘Omnia possibilia sunt credenti’. Tudo é possível para quem crê. – São palavras de Cristo.
 
Versículo 6: Disse o Senhor: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta amoreira: Arranca-te e transplanta-te no mar, e ela vos obedecerá.
 
Os apóstolos esperavam milagres espetaculares, para a fé ser firmada de forma vigorosa, e ficamos do mesmo modo esperando por estes milagres. Somos cristãos, piedosos, apostólicos! Que sorrimos quando ouvimos falar de algo extraordinário e fatos sobrenaturais. Mas, há milagres, que nós próprios os faríamos se tivéssemos fé (Caminho, n. 583)
 
Vers. 7 a 10: 7Qual de vós, tendo um servo ocupado em lavrar ou em guardar o gado, quando voltar do campo lhe dirá: Vem depressa sentar-te à mesa? 8E não lhe dirá ao contrário: Prepara-me a ceia, cinge-te e serve-me, enquanto como e bebo, e depois disto comerás e beberás tu? 9E se o servo tiver feito tudo o que lhe ordenara, porventura fica-lhe o senhor devendo alguma obrigação? 10Assim também vós, depois de terdes feito tudo o que vos foi ordenado, dizei: Somos servos como quaisquer outros; fizemos o que devíamos fazer.
 
Jesus não aprova esse tratamento abusivo e arbitrário do amo, mas serve-Se de uma realidade muito quotidiana para as pessoas que O escutavam, e ilustra assim, qual deve ser a disposição da criatura diante do seu Criador: desde a nossa própria existência até à bem-aventurança eterna que nos é prometida, tudo procede de Deus como um imenso presente. Daí que o homem sempre esteja em dívida com o Senhor, e por mais que faça no seu serviço as suas ações, não passam de ser uma pobre correspondências aos dons divinos. O orgulho diante de Deus não tem sentido numa criatura. O que aqui nos mostra Jesus, podemos contemplar feito realidade na Virgem Maria, que respondeu diante do anúncio divino: “Eis a escrava do Senhor” (Lc 1,38).