10Eucaristia na história da salvação:

A Antiga Aliança remete ao marco maior do amor entre Deus e Abraão. Chamado para uma nova terra, para formar um novo Povo, o convite divino liga-se ao aspecto da genealogia e do sangue. O Povo Judeu torna-se o povo escolhido. E para marcar esta escolha este mesmo povo passa a sacrificar a Deus animais escolhidos, cujo sangue derramado renova simbolicamente a aliança estabelecida. A partir daí a experiência pessoal e comunitária da presença de Deus faz parte constante da história deste povo.

Na Antiga Aliança: A Eucaristia é preanunciada, sobretudo na ceia pascal anual, celebrada cada ano pelos judeus com os pães ázimos, para recordar a imprevista e libertadora partida do Egito, cf. Dt 8,3 “Humilhou-te com a fome; deu-te por sustento o maná, que não conhecias nem tinham conhecido os teus pais, para ensinar-te que o homem não vive só de pão, mas de tudo o que sai da boca do Senhor”.

Nova Aliança: Jesus anuncia-a no seu ensino e institui-a, celebrando com os seus Apóstolos a última Ceia, durante um banquete pascal. Na Última Ceia, Jesus quis seguir o ritual comum da antiga aliança: Jesus dá o seu novo mandamento: amar uns aos outros, sermos unidos como ele e o Pai. Faz a oferta do sacrifício perfeito de sua vida. A vítima ali não é mais um novilho, mas ele mesmo, Deus e Homem. O seu sangue, derramado na cruz, sela a nova aliança. Em vez de um altar ou colunas de pedra, ele deixa a divina Eucaristia, como o sinal vivo dessa nova aliança.

Tempo da Igreja: Fiel ao mandamento do Senhor: “Fazei isto em memória de mim” (1 Cor 11, 24), sempre celebrou a Eucaristia, sobretudo ao Domingo, dia da ressurreição de Jesus. A missão da Igreja está em continuidade com a de Cristo: “Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós” (Jo 20, 21).  Desta forma, a Igreja, como continuadora e como própria ação de Deus na humanidade, tem a missão de enviar todos à pregação do Evangelho.  Por isso, a Igreja tira a força espiritual de que necessita para levar a cabo a sua missão da perpetuação do sacrifício da cruz na Eucaristia e da comunhão do corpo e sangue de Cristo. Deste modo, a Eucaristia apresenta-se como fonte e simultaneamente vértice de toda a evangelização, porque o seu fim é a comunhão dos homens com Cristo e, n’Ele, com o Pai e com o Espírito Santo.

Hoje celebramos a Eucaristia e vemos que sua celebração (Santa Missa) se desenrola em 2 momentos, formando um só ato de culto:

Liturgia da Palavra: compreende a proclamação e escuta da Palavra de Deus. A parte principal da liturgia da palavra é constituída pelas leituras da Sagrada Escritura e pelos cantos que ocorrem entre elas, sendo desenvolvida e concluída pela homilia, a profissão de fé e a oração universal ou dos fiéis. Pois, nas leituras explanadas pela homilia Deus fala ao seu povo, revela o mistério da redenção e da salvação, e oferece alimento espiritual, e o próprio Cristo, por sua palavra, se acha presente no meio dos fiéis. Pelo silêncio e pelos cantos o povo se apropria dessa palavra de Deus e a ela adere pela profissão de fé.

Liturgia Eucarística: compreende a apresentação do pão e do vinho, a oração eucarística ou anáfora, que contém as palavras da consagração, e a comunhão. Na Última Ceia, Cristo instituiu o sacrifício e a ceia pascal, que tornam continuamente presente na Igreja o sacrifício da cruz, quando o sacerdote, representante do Cristo Senhor, realiza aquilo mesmo que o Senhor fez e entregou aos discípulos para que o fizessem em sua memória.

Por acaso não é exatamente este o movimento da Ceia Pascal de Jesus ressuscitado com os seus discípulos? – Estando a caminho, explicou-lhes as Escrituras (Liturgia da Palavra), e em seguida, colocando-se à mesa com eles, “tomou o pão, abençoou-o, depois partiu-o e distribuiu-o a eles” (Liturgia Eucarística)

Deste modo, quem ministra a celebração da Eucaristia, é o sacerdote (Bispo ou presbítero), validamente ordenado, que age na Pessoa de Cristo Cabeça e em nome da Igreja.

Concluindo, esta parte, dizemos que os elementos essenciais e necessários para realizar a Eucaristia, são o “pão de trigo” e o “vinho da videira”.

 

Referência:

Catecismo da Igreja Católica: 1333 a 1355, 1408 e 1411.