11Eucaristia é memorial do sacrifício de Cristo: O sacrifício da cruz e o sacrifício da Eucaristia são um único sacrifício. Idênticos são a vítima e Aquele que oferece, diverso é só o modo de oferecer-se: cruento na cruz, incruento na Eucaristia.

Cristo Senhor, pelo memorial do sacrifício que, na ara (altar) da cruz, iria oferecer ao Pai, instituindo-o sob a figura de banquete sacrifical, santificou a mesa, em torno da qual os fiéis se reuniriam, a fim de celebrar a sua Páscoa. Por conseguinte, o “altar é a mesa do sacrifício e do banquete”; nela o sacerdote, tornando presente o Cristo Senhor, realiza aquilo mesmo que o Senhor fez e entregou aos discípulos para que o fizessem em sua memória; o apóstolo claramente o indica ao dizer: ‘O pão que partimos, não é a comunhão com o corpo de Cristo? Já que há um só pão, nós, embora muitos, somos um só corpo, visto que todos participamos desse único pão’” (Cor 10,16-17) (cf. Ritual da dedicação de altar, n.º 3).

E continua, citando a Instrução Geral sobre o Missal Romano: “Portanto, em todas as igrejas o altar é ‘o centro da ação de graças que se realiza pela Eucaristia’, para o qual, de algum modo, convergem todos os outros ritos da Igreja”. E diz mais: “Por realçar que no altar se celebra o memorial do Senhor e se dá aos fiéis seu Corpo e Sangue, os escritores eclesiásticos foram levados a vê-lo como sinal do próprio Cristo – e daí tornar-se comum a afirmação: ‘O altar é Cristo’” (ibid., n.º 4).

 

A Igreja participa no sacrifício eucarístico: A vida dos fiéis: o seu louvor, o seu sofrimento, a sua oração, o seu trabalho são unidos aos de Cristo. “A Eucaristia edifica a Igreja e a Igreja faz a Eucaristia” (n. 26), observamos como a missão da Igreja se coloca em continuidade com a de Cristo (cf. Jo 20,21: “Disse-lhes outra vez: A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós”), e como, da comunhão com o seu Corpo e com o seu Sangue, extrai vigor espiritual. A finalidade da Eucaristia é exatamente “a comunhão dos homens com Cristo e, Nele, com o Pai e com o Espírito Santo” (Ecclesia de Eucharistia, 22).

A Eucaristia é também oferecida por todos os fiéis vivos e defuntos, em reparação dos pecados de todos os homens e para obter de Deus benefícios espirituais e temporais. A Igreja do céu está unida também à oferta de Cristo. Por isto, a Eucaristia é também o sacrifício da Igreja que é o Corpo de Cristo, de sorte que os fiéis, sua vida, seu sofrimento, seu trabalho, seu louvor, sua oração, sejam unidos aos do Cristo e à sua oferenda. São unidos na oferenda de Cristo, os membros da Igreja na terra e os que já estão na glória do céu, em comunhão com a Santíssima Virgem Maria e todos os Santos e Santas. O sacrifício eucarístico é também oferecido pelos fiéis defuntos. O Papa e o Bispo do lugar estão associados a cada celebração.

Jesus está presente na Eucaristia: De modo verdadeiro, real, substancial, com o seu Corpo e o seu Sangue, com a sua Alma e a sua Divindade. Cristo completo: Deus e homem. Sabemos que Cristo morreu, ressuscitou e subiu ao céu, onde está sentado à direita do Pai e intercede por nós. Mas está presente também em sua Igreja de muitas maneiras: em sua Palavra, na oração, nos pobres, nos enfermos, nos sacramentos…; e está presente, sobretudo sob as espécies sacramentais do pão e do vinho, que contém o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, como ensina a fé.

Este mistério se entende melhor com o coração, porque é fruto do Amor do Senhor para conosco. Tinha Ele que ir, mas queria ficar conosco, e o que para os homens é impossível, pode Deus fazer; o Senhor ficou realmente presente na Eucaristia com seu Corpo, seu Sangue, Alma e Divindade. Na Eucaristia está contido o verdadeiro Corpo de Jesus Cristo, o mesmo que nasceu da Virgem e está sentado à direita de Deus Pai. Desde o princípio, os cristãos creram nesta verdade.

 

Transubstanciação: Significa a conversão de toda a substância do pão na substância do Corpo de Cristo e de toda a substância do vinho na substância do seu Sangue. Esta conversão realiza-se na oração eucarística mediante a eficácia da palavra de Cristo e a ação do Espírito Santo. Todavia as características sensíveis do pão e do vinho permanecem inalteradas.

Ante a realidade sobrenatural do mistério eucarístico – a presença real de Cristo sob os véus do pão e do vinho – é inevitável a pergunta: O que aconteceu? Porque antes era pão e vinho, e quando o sacerdote diz: “Isto é o meu corpo”, “Este é o cálice do meu sangue”, aquilo é o Corpo e o Sangue de Cristo. É o que nos diz a fé, e a palavra de Deus não pode falhar. Efetivamente, pelo poder divino outorgado ao sacerdote produziu-se uma mudança, uma conversão – e conversão de substâncias, porque as aparências externas não mudaram -, razão pela que, o que era substância de pão se converteu na substância de Cristo, no Corpo de Cristo e o que era substância de vinho se converteu na substância de Cristo, no Sangue de Cristo.

Esta admirável e singular conversão é o que se conhece com o nome de “transubstanciação“, ou mudança de substância. É um mistério excepcional que a razão humana não tem condições de compreender, mas que Deus pode realizar por meio de seu ministro, o sacerdote.

Referências:

Catecismo da Igreja Católica: 1362-1377, 1413-1414

              PUJOLL, Jayme; BIELA, Jesus Sanches. Apostolado Veritatis Splendor: 29: JESUS ESTÁ REALMENTE PRESENTE NA EUCARISTIA.   Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/1688. Desde 11/08/2003.