Mt 16,13-19: “Eu te darei as chaves do Reino dos Céus…” (03.jul.2011)

13Chegando ao território de Cesaréia de Filipe, Jesus perguntou a seus discípulos: No dizer do povo, quem é o Filho do Homem? 14Responderam: Uns dizem que é João Batista; outros, Elias; outros, Jeremias ou um dos profetas. 15Disse-lhes Jesus: E vós quem dizeis que eu sou? 16Simão Pedro respondeu: Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo! 17Jesus então lhe disse: Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus. 18E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. 19Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.

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Comentando:

Na solenidade dos Apóstolos Pedro e Paulo, o Evangelho nos fala sobre a profissão de fé e a promessa do primado de Pedro sobre toda a Igreja. Este primado é transmitido a Pedro pelo próprio Cristo, depois de Sua Ressurreição, como podemos verificar no Evangelho de São João (cf. Jo 21,15-18). Desta forma, o poder supremo, mais importante, mais solene é dado a Pedro para o bem da Igreja. Mas, como a Igreja há de durar até o final dos tempos, esses poderes são transmitidos àqueles que sucedem a Pedro ao longo da história. Desta forma, O Romano Pontífice é em concreto o sucessor de São Pedro.

Pedro vive um momento significativo no seu caminho espiritual nas proximidades de Cesaréia de Filipe, quando Jesus faz aos discípulos uma pergunta concreta: – quem é o Filho do Homem? Pedro em nome dos outros responde:  “Tu és o Cristo“. Esta resposta de Pedro, que não veio dele, mas foi-lhe concedida pelo Pai que está no céu tem em si como que em gérmen a futura confissão de fé da Igreja. Contudo, Pedro ainda não tinha compreendido o conteúdo profundo da missão messiânica de Jesus, pois, a fé em Jesus como o Filho do Pai é a porta de entrada para a Vida. Como discípulos de Jesus, devemos confessar a nossa fé com as palavras de Pedro: Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!

São Pedro e São Paulo:

A solenidade da liturgia apresenta a Paixão de duas grandes figuras. Cada qual com a sua história foram marcados profundamente por Cristo. Por este Mestre deram suas vidas, sem medo de perdê-las. Seguiram Jesus até as últimas conseqüências. Concluíram suas vidas terrenas falando de um lugar mais alto e de maneira irrepreensível: o Martírio.

Pedro a rocha; Paulo, a luz da Igreja. Pedro grande fundamento; Paulo grande evangelizador. Jesus chama o pescador Pedro a segui-lo e o fez rocha da Igreja que edificaria. Jesus ressuscitado revelou-se direta e pessoalmente a Paulo. Este quis que Pedro confirmasse a autenticidade de sua pregação. Um presidiu as comunidades na caridade e na unidade. O outro inspirou melhor a difusão do Evangelho por todas as partes e em todas as culturas” (cf. Fr. Luiz Henrique F. de Aquino, OFM – folhinha do Sagrado Coração de Jesus).

Pedro:
o pescador;
o apóstolo;
a rocha sobre a qual Cristo fundou a Igreja.

Paulo:
o homem que perseguindo a Igreja, perseguia Cristo. Converteu-se, ao mesmo tempo, a Cristo e à Igreja;
o apóstolo da centralidade em Jesus Cristo;
o apóstolo do Espírito nos nossos corações;
o apóstolo da vida na Igreja.

– E tu, quem dizes que é Jesus?

– Fala com Jesus da sua relação com a Igreja. O que vai bem? O que vai mal? Peça a graça para bem viver em comunidade!

Figura:
St. Paul and St. Peter. 1587-1592. Oil on canvas.
The Hermitage, St. Petersburg, Russia
El Greco (c.1541 – 1614)