RAFFAELLO Sanzio, The School of Athens, 1509. Stanza della Segnatura, Palazzi Pontifici, Vatican

Designa-se o período dos Padres da Igreja (em latim pater, patris = pai). Este período vai mais ou menos do século II ao século VIII. Os Padres destacaram-se pelo esforço em dar à doutrina cristã uma interpretação adequada aos ensinamentos bíblicos e, além disso, respostas às exigências concretas da existência humana situada historicamente.

As suas preocupações voltaram-se, sobretudo, para o campo da moral. Também outras questões relativas à adequação entre a mensagem cristã e as exigência da racionalidade foram tema de suas reflexões filosóficas. Notabilizaram-se, ainda, pelo combate às doutrinas consideradas heréticas pela Igreja, como foram os casos do gnosticismo e do maniqueísmo.

Ainda que tenham combatido muitas versões da filosofia de Platão, com os expurgos necessários à ortodoxia cristã, para elaborar suas doutrinas filosóficas, os Padres inspiraram-se sobretudo no mestre da Academia.

Muitos deles estiveram ligados a escolas filosóficas cristãs, como as de Alexandria, no Egito, de Cesaréia na Capadócia, de Cesaréia na Palestina e em Antioquia. São classificados em Padres Orientais e Padres Ocidentais.

Cabe lembrar que, em sentido estrito, um Padre (ou Pai) da Igreja deve apresentar quatro características: Ortodoxia doutrinal, santidade de vida, aprovação da Igreja, relativa antiguidade (até fins do século III aproximadamente). Quando a nota de antiguidade está ausente e se o escritor representou de maneira eminente à doutrina da Igreja, ele recebe o título de Doutor da Igreja.

Referências:
  • Hryniewicz, S., Para Filosofar hoje, Livraria e Editora Santelena Ltda, Rio de Janeiro-RJ, 5ª Edição, 2002.
  • Gilson, E., A Filosofia na Idade Média, Martins Fontes, São Paulo-SP, 1998.