SCHÖNFELD, Johann Heinrich. Adoration of the Holy Trinity (1647-49). Musée du Louvre, Paris.

Mt 28,16-20: Fazei-os discípulos meus, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

16Os onze discípulos caminharam para a Galiléia, à montanha que Jesus lhes determinara.17Ao vê-lo, prostraram-se diante dele. Alguns, porém, duvidaram.18Jesus, aproximando-se deles, falou: “Toda a autoridade sobre o céu e sobre a terra me foi entregue.19Ide, portanto, e fazei que todas as nações se tornem discípulos, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo 20e ensinando-as a observar tudo quanto vos ordenei. E eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos!”

____

Comentando:

Jesus chama os discípulos até a montanha. Obedientes eles irão. Lá no alto, Jesus lhes dá uma missão: – Vocês deverão anunciar o evangelho a todas as criaturas. Vocês são meus discípulos, e todo discípulo é missionário.

Então, para cumprir essa missão (ser testemunha da morte e ressurreição de Jesus), o cristão deverá ter a consciência de pertencer a Cristo, ou seja, saber compartilhar a experiência do encontro com Cristo, nos ambientes em que vive, pois os desafios que apresenta a sociedade requerem cristãos esclarecidos, cristãos formados, que saibam argumentar os questionamentos e desafios que a sociedade oferece.

Para tal proposta de vida, o cristão deverá fortalecer a identidade cristã, que hoje, deverá passar por uma catequese adequada, promotora da adesão pessoal e comunitária a Cristo, devendo ter maior intensidade naqueles mais fracos na fé. A Catequese com adultos tem sido hoje, a forma fundamental da educação na fé. Experiência que temos vivido em nossa comunidade paroquial, mas esta catequese precisa ser permanente.

Os Apóstolos, nesta adesão a Cristo, foram assim, a semente do novo Israel e ao mesmo tempo a origem da sagrada Hierarquia. Antes de subir ao Céu Jesus fundou a sua Igreja como sacramento de salvação e enviou os seus Apóstolos a todo o mundo tal qual Ele também tinha sido enviado pelo Pai, dando-lhes este mandato: “Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi”. (Mt. 28, 19-20).

Por isso devemos, a cada celebração, ir cheios de alegria ao encontro da santíssima Eucaristia, e, desta experiência, poder anunciar aos outros a verdade das palavras com que Jesus se despediu dos seus discípulos: “Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo”. (Mt 28,20). Inclusive, há uma estampa de Jesus, à entrada da sala, de nosso apartamento, com esses mesmos dizeres do final do Evangelho de Mateus: “Eis que estou convosco todos os dias”. Foi um presente do Mês Mariano, carinhosamente oferecido pelo Pe. João de Deus Góis (Paróquia Nossa Senhora do Rosário-Del Castilho,RJ), sobre a qual já fiz algumas contemplações.

O Concílio Vaticano II, já nos fala a quase cinquenta anos, que precisamos de um novo Pentecostes! Onde necessitamos sair de nosso comodismo e ir ao encontro, das famílias, comunidades, todas as gentes para comunicar e compartilhar o dom do encontro com Cristo, que tem preenchido nossas vidas de “sentido”, de “verdade”, “amor”, “alegria” e “esperança”. Devemos ser testemunhas e missionários nas grandes cidades, nos mais diversos “areópagos”. “Nós somos missionários, por Cristo convidado, vamos, pois, congregados, Seu Reino construir!”.

Enfim, fixemos o olhar em Maria e reconheçamos nela a imagem perfeita da discípula missionária, para que através de seu exemplo possamos ser cristãos mais despojados a anunciar Jesus Cristo, que é Caminho, Verdade e Vida.

Salve Maria!