Hands, all together. From a youth fellowship day sponsored by Avondale Pattillo United Methodist Church, Decatur, GA

E começou a enviá-los dois a dois – Mc 6, 7-13

7Então chamou os Doze e começou a enviá-los, dois a dois; e deu-lhes poder sobre os espíritos imundos. 8Ordenou-lhes que não levassem coisa alguma para o caminho, senão somente um bordão; nem pão, nem mochila, nem dinheiro no cinto; 9como calçado, unicamente sandálias, e que se não revestissem de duas túnicas. 10E disse-lhes: Em qualquer casa em que entrardes, ficai nela, até vos retirardes dali. 11Se em algum lugar não vos receberem nem vos escutarem, saí dali e sacudi o pó dos vossos pés em testemunho contra ele. 12Eles partiram e pregaram a penitência. 13Expeliam numerosos demônios, ungiam com óleo a muitos enfermos e os curavam.

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Comentando:

No início do Evangelho de hoje, contemplamos Jesus chamar os Apóstolos e os enviar com autoridade. As palavras de Jesus evidenciam algo superior, um poder divino, que enche de admiração e de temor a todos que O escutam e observam.

Os doze são escolhidos, e recebem uma vocação específica para serem enviados, que é o que significa a palavra apóstolos. Jesus escolhe os doze para a missão, e para isto concede parte de Seu poder. A sua missão consistirá em fazer discípulos do Senhor (ensinar) todos os povos, santificar e governar os crentes.

O chamado e consequentemente o envio é uma tarefa que não se pode realizar no individualismo. O chamado é pessoal, a resposta também, mas o ministério, o serviço deve ser entendido numa dimensão comunitária. Pois a igreja é mistério de comunhão. E para que os apóstolos entendessem isso, Ele os envia em missão, dois a dois, colocando como centro vida em comunidade na ação missionária. Este foi o espírito do Concílio Vaticano II: A missão na Igreja-comunhão.

A comunhão entre os fiéis em seus vários estados e estilos de vida faz com que a Igreja se sinta por dentro da missão de Jesus.

Para Marcos no Evangelho de hoje a missão dos Doze, portanto da Igreja hoje, é a mesma missão de Jesus. Cristo nos envia a pregar o Evangelho, a penitência, expulsar os demônios e a curar todas as enfermidades.

Nos vv 8-9, Jesus Cristo exige estar livre de qualquer espécie de ataduras no momento de pregar o Evangelho. O discípulo, que tem o encargo de levar o Reino de Deus às almas mediante a pregação, não deve por sua confiança nos meios humanos, mas na Providência.

Ele ainda nos adverte: Assim como as palavras de Jesus não foram bem acolhidas até pelos próprios parentes (cf. Evangelho de Domingo passado), assim também os Doze na missão encontrarão dificuldades. Como não acolheram nem escutaram a Jesus, assim algumas vezes também não escutarão aos Doze. Quando falamos dos doze falamos de mim, falo de ti. Mas é preciso não perder o fôlego. É preciso que tenhamos bem presente que com Cristo e em Cristo nós somos mais do que vencedores.

Ele nos pede ao nos enviar, a comunhão, simbolizada pelo envio de dois em dois. Que sejamos despojados de riquezas, ganância, orgulho, avareza e vaidade: nada tomar para o caminho, exceto um bastão, a coerência em uma conduta simples e humilde: não andeis de casa em casa, em uma conduta regida pela liberdade de espírito se em algum lugar não os receberem, sair e sacudir o pó dos vossos pés.

Segundo João Paulo II na Exortação Apostólica Redemptoris Missio, a missão confiada à Igreja está muito longe de ser atingida. Estas palavras podem ser pronunciadas em cada geração e em cada época histórica, porque é necessário estar sempre começando.

A única coisa que nesta hora de Deus não podemos fazer é cruzarmos os braços, estar sem fazer nada. Seria uma postura irresponsável e indigna de um bom cristão!

Precisamos estar equipados somente com um grande amor a Jesus Cristo, nosso modelo; equipados com o Evangelho feito vida; equipados com a confiança em Deus e com a esperança na ação do Espírito Santo em nosso coração.

Senhor Jesus ensinai-nos a ser generosos, a servir-Vos como Vós o mereceis.

Em tudo Amar e Servir!

Referências: Homilia do Padre Bantu Mendonça K. Sayla, em 05/fev/2009 e comentários da Bíblia Sagrada, da Edições Theológica, Braga, 1994.