Mjassojedow, Grigorij Grigorjewitsch. The Bread Line, 1872. Gosudarstvennai︠a︡ Tretʹi︠a︡kovskai︠a︡ galerei︠a︡. Moscow, Russia.

Eu sou o Pão vivo descido do céu – Jo 6,41-51

41Murmuravam então dele os judeus, porque dissera: Eu sou o pão que desceu do céu. 42E perguntavam: Porventura não é ele Jesus, o filho de José, cujo pai e mãe conhecemos? Como, pois, diz ele: Desci do céu? 43Respondeu-lhes Jesus: Não murmureis entre vós. 44Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o atrair; e eu hei de ressuscitá-lo no último dia. 45Está escrito nos profetas: Todos serão ensinados por Deus (Is 54,13). Assim, todo aquele que ouviu o Pai e foi por ele instruído vem a mim. 46Não que alguém tenha visto o Pai, pois só aquele que vem de Deus, esse é que viu o Pai. 47Em verdade, em verdade vos digo: quem crê em mim tem a vida eterna. 48Eu sou o pão da vida. 49Vossos pais, no deserto, comeram o maná e morreram. 50Este é o pão que desceu do céu, para que não morra todo aquele que dele comer. 51Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo.
___

Comentando:

A continuidade do discurso do Pão da Vida apresentado no Evangelho de hoje, se inicia com o murmúrio dos judeus, questionando as afirmações de Jesus, mostrando nitidamente a falta de fé de alguns. Mas, Jesus expõe neste discurso que devemos ouvir o Pai, pois seremos ensinados por Ele (Is 54,13).

A sociedade caminha numa grande velocidade sem tempo para Deus, com isto este discurso de Jesus, não raro, atinge o coração do ser humano, que vive esta falta de fé. Para fazermos valer a nossa fé, precisamos ser atraídos por Deus, ser abertos ao seu chamado e vivermos a docilidade de Jesus no convívio com o nosso próximo. Este aprendizado de amar e servir, não são simples. Faz-se necessário sermos indiferentes naquilo que o mundo nos apresenta, devemos focar nossa vida no único Mestre, pois só através do seu seguimento, seremos verdadeiros discípulos-missionários e estaremos em paz.

Jesus continua seu discurso pedindo que olhem fixamente para Ele, sejam seus imitadores, sejam seus discípulos e tenham parte com Ele, pois somente assim teremos a vida eterna. Como sermos autênticos cristãos se não contemplamos a humanidade de Jesus? Se com gestos e atitudes não demonstramos em nossos relacionamentos diários, as virtudes que Jesus apresentava que nos adianta?

E quando Jesus afirma ser o pão da vida, nos indica o caminho da salvação, pois necessitamos diariamente deste pão para viver na graça a abundância do amor para em tudo demonstrar o entendimento para qual fomos criados: louvar, reverenciar e servir a Deus. A Eucaristia é o alimento que gera vida eterna, por isto é razoável acreditar em Jesus Cristo, porque a atração que nos move para Ele é produzida pelo próprio Deus.

Em outro trecho, São João evoca o maná no deserto, que era figura deste pão (o próprio Jesus Cristo), o maravilhoso banquete, onde Cristo se dá por inteiro, por isto quando comungamos, participamos do sacrifício de Jesus e temos parte com Ele.

Neste sentido, três aspectos podem ser destacados no discurso de Jesus sobre o Pão da Vida:

Quem fala? – É o próprio Cristo através do Evangelista.

A quem Jesus fala? – A todos os cristãos que fazem a experiência da Eucaristia para relembrar a profundidade desse mistério.

De que Ele fala? – Da Sua Humanidade que nos alcança e da Sua Divindade que nos ressuscita, com isto Ele nos dá a sua vida, que nos diviniza.

No fundo, devemos guardar as duas dimensões de Cristo Jesus: a sua humanidade e a sua divindade. É pela primeira que ele nos une na sua humanidade e é pela segunda que ele nos transforma para gerar e formar Cristo em nós.

Assim, a carne de Cristo é a sua humanidade em toda a sua fragilidade. E Comungar é, antes de tudo, participar na sua humanidade para assumir a nossa, compartilhando-a com os outros a fim de aderir a sua divindade.  Eis o pão vivo que desce do céu e que nos transforma: “Os pais de vocês comeram o maná no deserto e, no entanto, morreram. Eis aqui o pão que desceu do céu: quem dele comer nunca morrerá” (Jo 6,49-50).

Mas, atenção! Comer o pão da vida não se reduz a comer uma hóstia na missa de domingo. É comer o Cristo, nos alimentar dele, nos deixar transformar por ele.

Uma pergunta: Será que somos Pão da Vida para os outros?

Como a primeira leitura deste domingo, será 1Rs 19,4-8, assunto do livro abaixo, convido a você irmão(ã) a participar da promoção:

Obs: Se você leu este comentário e gostou, encaminhe um e-mail para elcaridade@gmail.com, com uma frase sobre o “Evangelho de hoje”, informando endereço completo, com CEP, que encaminharei gratuitamente o Livro “A Força da Eucaristia”, de minha autoria. Somente os três primeiros a encaminhar a frase serão contemplados.