Neste domingo (12/abr/15), estive na Igreja Nossa Senhora da Paz, em Ipanema-RJ, para conversar com os congregados marianos daquela paróquia, onde tive a graça de proclamar a Segunda leitura (1Jo 5,1-16). A Santa Missa teve participação de vários sacerdotes e um diácono, comemorava-se o 60º aniversário de ordenação do Pe. Cordeiro e também Primeira Eucaristia das crianças.

Após celebração, fomos para a reunião da Congregação, com 15 pessoas presentes, onde pudemos apresentar trecho da Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae, onde o papa João Paulo II apresenta como “Contemplar Cristo com Maria”.

Partimos da cena da Transfiguração (Mt 17,2), que é ícone da contemplação cristã, passamos  por São Paulo na (2Cor 3,18), onde explicava aos cristãos de Corinto, que possuímos o rosto descoberto e refletimos como num espelho a glória do Senhor, ou seja, a transfiguração em nossa vida.

Começamos a contemplar com Maria, que é modelo de contemplação, a vida de Jesus, através de vários olhares:

Olhar do coração, na Anunciação, quando concebe por obra do Espírito Santo;

Olhar da carne, quando dá a luz em Belém e com ternura vê o rosto do Filho;

Olhar interrogativo, no episódio da perda no templo;

Olhar penetrante, em Caná, percebendo os sentimentos escondidos de Seu Filho;

Olhar doloroso, aos pés da cruz, onde acolherá o novo filho;

Olhar radioso, pela alegria da ressurreição;

Olhar ardoroso, pela efusão do Espírito Santo em Pentecostes;

Olhar glorioso, depois de assunta ao céu. (este olhar foi incluído por sugestão do congregado Jorge – Capuchinhos)

Maria vive com os olhos fixos em Cristo e guarda cada palavra em seu coração (Lc 2,19; 2,51). Maria contemplou em seu tempo e hoje ensina a cada um de nós (seus filhos), a contemplar os Mistérios do Terço/Rosário.

Concluímos com a lembrança do Papa Paulo VI: “Sem contemplação, o Rosário é um corpo sem alma e sua recitação corre perigo de ser uma repetição mecânica e cai em contradição com os olhares contemplativos de Maria”.

É bom lembrar: “O Terço não está na Bíblia, mas a Bíblia está no Terço”.

Que tal um olhar contemplativo em nossa oração do Terço?