Os apóstolos, depois de terem percorrido a Judéia, pregando o Evangelho e curando, ao voltarem e encontrarem com Jesus, falavam das maravilhas que haviam operado e que nem tempo tinham para descansar. Em seguida, Jesus os levou a um lugar deserto, para restaurarem as forças corporais, e ao mesmo tempo, para falar a eles com mais intimidade sobre o Reino de Deus (Mc 6,31; Lc 9,11).

Os ascetas, comparam estes trechos do Evangelho como indicação aos EE (Exercícios Espirituais). Dias abençoados, que nos afastam das ocupações ordinárias e nos introduzem a uma atmosfera celestial, para nos unirmos com Deus a partir de nossos sentidos e nos afastamos do mundo, e, assim ordenar a nossa vida em busca de nossa salvação.

A experiência nos mostra como são necessários os EE em nossa vida, para nos firmar na piedade e impedir o relaxamento do espírito.

Apesar do melhor que podemos fazer, nos vemos no meio de um turbilhão de negócios e distrações na vida, os sentimentos da fé acabam diminuindo e o fervor da oração se vai esfriando, a rotina toma conta em nossas ações, por mais santas que sejam.

Que fazer para se opor a esse mal?

Há um remédio: fazer parar, por algum tempo, o movimento de nossa vida exterior, entregando-se aos EE e às operações da vida interior, para refazermos nossas forças e nos armarmos para a luta no combate contra as paixões.

Nos EE praticamos sob influência de instruções que ouvimos, das meditações e exames que fazemos, sob o influxo da graça divina do Espírito Santo, que nesses dias nos esclarece e estimula, a corrigir nossos defeitos e tomar resoluções práticas para o futuro.

Meditemos, será que há necessidade dos EE na minha vida?

Fonte: 
Exercícios Espirituais
Pe. Alexandrino Monteiro,SJ
Exercícios de Santo Inácio de Loyola
Adaptados e atualizados por Pe, Haroldo J. Rahm,SJ e
Dra. Núbia Maciel França
O caminho da saúde espiritual