1. TRAÇOS DA HISTÓRIA DO SACRAMENTO

Um dos grandes dons de Deus aos seres humanos é o Espírito Santo.

Is 11,1-3: 1Um renovo sairá do tronco de Jessé, e um rebento brotará de suas raízes. 2Sobre ele repousará o Espírito do Senhor, Espírito de sabedoria e de entendimento, Espírito de prudência e de coragem, Espírito de ciência e de temor ao Senhor. 3(Sua alegria se encontrará no temor ao Senhor.) Ele não julgará pelas aparências, e não decidirá pelo que ouvir dizer;

Jl 3,1-5: 1Depois disso, acontecerá que derramarei o meu Espírito sobre todo ser vivo: vossos filhos e vossas filhas profetizarão; vossos anciãos terão sonhos, e vossos jovens terão visões. 2Naqueles dias, derramarei também o meu Espírito sobre os escravos e as escravas. 3Farei aparecer prodígios no céu e na terra, sangue, fogo e turbilhões de fumo. 4O sol converter-se-á em trevas e a lua, em sangue, ao se aproximar o grandioso e temível dia do Senhor. 5Mas todo o que invocar o nome do Senhor será poupado, porque, sobre o monte Sião e em Jerusalém, haverá um resto, como o Senhor disse, e entre os sobreviventes estarão os que o Senhor tiver chamado.

O Espírito Santo é conferido:

At 10,44-48: 44Estando Pedro ainda a falar, o Espírito Santo desceu sobre todos os que ouviam a (santa) palavra. 45Os fiéis da circuncisão, que tinham vindo com Pedro, profundamente se admiraram, vendo que o dom do Espírito Santo era derramado também sobre os pagãos; 46pois eles os ouviam falar em outras línguas e glorificar a Deus. 47Então Pedro tomou a palavra: Porventura pode-se negar a água do batismo a estes que receberam o Espírito Santo como nós? 48E mandou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Rogaram-lhe então que ficasse com eles por alguns dias.

At 8,14-17: 14Os apóstolos que se achavam em Jerusalém, tendo ouvido que a Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram-lhe Pedro e João. 15Estes, assim que chegaram, fizeram oração pelos novos fiéis, a fim de receberem o Espírito Santo, 16visto que não havia descido ainda sobre nenhum deles, mas tinham sido somente batizados em nome do Senhor Jesus. 17Então os dois apóstolos lhes impuseram as mãos e receberam o Espírito Santo.

At 19,1-7: 1Enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo atravessou as províncias superiores e chegou a Éfeso, onde achou alguns discípulos e indagou deles: 2Recebestes o Espírito Santo, quando abraçastes a fé? Responderam-lhe: Não, nem sequer ouvimos dizer que há um Espírito Santo! 3Então em que batismo fostes batizados?, perguntou Paulo. Disseram: No batismo de João. 4Paulo então replicou: João só dava um batismo de penitência, dizendo ao povo que cresse naquele que havia de vir depois dele, isto é, em Jesus. 5Ouvindo isso, foram batizados em nome do Senhor Jesus. 6E quando Paulo lhes impôs as mãos, o Espírito Santo desceu sobre eles, e falavam em línguas estranhas e profetizavam. 7Eram ao todo uns doze homens.

Toda obra de santificação dos fiéis está associada ao Espírito Santo:

Jo 1,33: Eu não o conhecia, mas aquele que me mandou batizar em água disse-me: Sobre quem vires descer e repousar o Espírito, este é quem batiza no Espírito Santo.

Jo 14,25-26: 25Disse-vos estas coisas enquanto estou convosco. 26Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ensinar-vos-á todas as coisas e vos recordará tudo o que vos tenho dito.

Rm 8,15.29: 15Porquanto não recebestes um espírito de escravidão para viverdes ainda no temor, mas recebestes o espírito de adoção pelo qual clamamos: Aba! Pai! 29Os que ele distinguiu de antemão, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que este seja o primogênito entre uma multidão de irmãos.

Desde cedo na Igreja com o rito do Batismo, os neófitos recebiam a efusão do Espírito Santo.

As mãos são impostas sobre nós, pedindo e convidando o Espírito Santo para uma bênção” (Tertuliano – †220 – Sobre o Batismo c.8).

Hipólito de Roma (†235), na Tradição Apostólica nº 52-54), irá descrever o rito que segue ao Batismo: – O Bispo impõe a mão sobre o neófito e faça a invocação: “Senhor Deus, que os tornastes dignos de merecer a remissão dos pecados pelo banho da regeneração, torna-os dignos de ser cumulados do Espírito Santo; lança sobre eles a tua graça para que te sirvam de acordo com a tua vontade, pois a Ti a glória – ao Pai, ao Filho com o Espírito Santo na Santa Igreja, pelos séculos dos séculos. Amém!

Depois o Bispo, derramando óleo santificado e colocava a mão sobre a cabeça do neófito e dizia: “Eu te unjo com o óleo santo no Senhor Pai onipotente e em Jesus Cristo e no Espírito Santo”.

Marcando a fronte com o Sinal da Cruz, dizia: “O Senhor esteja contigo”. O neófito respondia: “E com o teu Espírito”. Agora rezem juntos com o povo e após ofereçam o ósculo da paz!

A Confirmação ou Crisma, seguia-se a Eucaristia.

A Palavra Crisma vem do grego chrisma = óleo. Atenção: O Crisma designa o óleo sagrado. A Crisma designa o Sacramento da Confirmação.

Então, a Iniciação Cristã celebrada pelo Bispo, chefe visível da comunidade e era quem recebia os novos membros da Igreja. Como as conversões foi aumentando, principalmente após a Paz de Constantino (313), onde as regiões rurais foram aderindo e foi preciso criar novas comunidades (paróquias), que tinha a frente presbíteros, que foi concedido o poder de batizar; e no Ocidente a Confirmação ficou atribuída ao bispo, onde os neófitos tinham que procurar a Catedral e pela imposição das mãos e a unção recebiam o Espírito Santo.

Desta forma a separação Batismo e Confirmação forma mais frequentes e passou a se multiplicar o batizado de crianças, logo após o nascimento e sem catequese (Batismo = renascer). A catequese ficou para a Primeira Eucaristia e a Confirmação. Assim, a Iniciação Cristã foi separada no Ocidente ao se tratar de crianças. Já para os adultos a praxe ainda se conserva.

Na Igreja primitiva, o batismo era celebrado na vigília pascal e seguido imediatamente pela confirmação: o sacramento do batismo era “confirmado”.

A confirmação completa o batismo. Assim como no batismo nos tornamos filhos de Deus, na confirmação recebemos o Espírito Santo. É verdade que cada confirmação é um pequeno Pentecostes, mas não se deve pensar que estamos recebendo o Espírito Santo pela primeira vez. Ele entrou em nossa alma no batismo.

2. SIGNIFICADO TEOLÓGICO DA CRISMA

2.1. Essencial da Confirmação

Batismo, confere o Espírito Santo: At 2,38: Pedro lhes respondeu: Arrependei-vos e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo.

Paulo, sobre a Iniciação Cristã fala em: 2Cor 1,21-22: 21Ora, quem nos confirma a nós e a vós em Cristo, e nos consagrou, é Deus. 22Ele nos marcou com o seu selo e deu aos nossos corações o penhor do Espírito. E, Ef 1,13-14: 13Nele também vós, depois de terdes ouvido a palavra da verdade, o Evangelho de vossa salvação no qual tendes crido, fostes selados com o Espírito Santo que fora prometido, 14que é o penhor da nossa herança, enquanto esperamos a completa redenção daqueles que Deus adquiriu para o louvor da sua glória.

Paulo fala das operações do Espírito em 1Cor 12,4-11: 4Há diversidade de dons, mas um só Espírito. 5Os ministérios são diversos, mas um só é o Senhor. 6Há também diversas operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. 7A cada um é dada a manifestação do Espírito para proveito comum. 8A um é dada pelo Espírito uma palavra de sabedoria; a outro, uma palavra de ciência, por esse mesmo Espírito; 9a outro, a fé, pelo mesmo Espírito; a outro, a graça de curar as doenças, no mesmo Espírito; 10a outro, o dom de milagres; a outro, a profecia; a outro, o discernimento dos espíritos; a outro, a variedade de línguas; a outro, por fim, a interpretação das línguas. 11Mas um e o mesmo Espírito distribui todos estes dons, repartindo a cada um como lhe apraz.

Para o Sacramento da Confirmação a resposta está em At 1,8: mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até os confins do mundo. Jo 14,26: Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ensinar-vos-á todas as coisas e vos recordará tudo o que vos tenho dito. E, em Jo 16,13: Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade, porque não falará por si mesmo, mas dirá o que ouvir, e anunciar-vos-á as coisas que virão.

Sobre o sentido do Sacramento da Crisma, pode ser feito a seguinte observação, conf. Lc 3,21-22: 21Quando todo o povo ia sendo batizado, também Jesus o foi. E estando ele a orar, o céu se abriu 22e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como uma pomba; e veio do céu uma voz: Tu és o meu Filho bem-amado; em ti ponho minha afeição. Esta vinda do Espírito Santo sobre Jesus é equiparada a uma unção profética, que o credencia junto aos homens.

Paralela à descida do Espírito Santo sobre Jesus no Jordão, é a vinda do Espírito Santo sobre os Apóstolos no dia de Pentecostes, conf. At 1,5: porque João batizou na água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo daqui há poucos dias.

O essencial do rito da Confirmação é a unção com óleo sagrado sobre a fronte, acompanhada pelas palavras: “N. recebe, por este sinal, o dom do Espírito Santo”. Antes da unção, impõem-se as mãos sobre os crismandos; este gesto é parte integrante, mas não essencial, do rito da Crisma.

2.2. Significado bíblico da unção:

Na Palestina, rica em oliveiras, o óleo aparece como bênção divina, cuja abundância é sinal de salvação. É bálsamo que perfuma o povo, fortalece os membros e suaviza as chagas. O óleo, também é símbolo de alegria, amizade e honra. O óleo ungia sacerdotes e reis, sendo sinal da escolha divina e irrupção do Espírito sobre o eleito.

O Senhor, no Templo diz que o Espírito está sobre mim e enviou-me para levar a boa nova aos pobres (Is 61,1). Depois São Pedro diz em relação a Jesus: “Deus o ungiu com o Espírito Santo e com poder” (At 10,38).

Deste modo o cristão é chamado a ser um outro Cristo. Ver 1Jo 2,20.27: 20Vós, porém, tendes a unção do Santo e sabeis todas as coisas. 27Quanto a vós, a unção que dele recebestes permanece em vós. E não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, assim é ela verdadeira e não mentira. Permanecei nele, como ela vos ensinou.

É sobre estes textos que está o simbolismo do óleo no sacramento da Crisma; a unção é uma especial efusão do Espírito Santo para levar o cristão ao amadurecimento em Cristo.

2.3. Gesto de imposição das mãos.

Pode significar:

a) Bênção: Gn 48,14-16: 14Mas Israel estendeu a mão direita e pô-la sobre a cabeça de Efraim, o caçula, e a mão esquerda sobre a cabeça de Manassés. Cruzou assim as mãos (porque Manassés era o primogênito). 15Israel abençoou José, dizendo: “O Deus em cujo caminho andaram meus pais Abraão e Isaac, o Deus que tem sido o meu pastor durante toda a minha vida até este dia, 16o anjo que me guardou de todo o mal, abençoe estes meninos! Seja perpetuado neles o meu nome e o de meus pais Abraão e Isaac, e multipliquem-se abundantemente nesta terra!”;

b) Consagração e tomada de posse: Dt 34,9: Josué, filho de Nun, ficou cheio do Espírito de Sabedoria, porque Moisés lhe tinha imposto as suas mãos. Os israelitas obedeceram-lhe, assim como o Senhor tinha ordenado a Moisés.

c) Identificação: Lv 16,21-22: 21Imporá as duas mãos sobre a sua cabeça, e confessará sobre ele todas as iniqüidades dos israelitas, todas as suas desobediências, todos os seus pecados. Pô-los-á sobre a cabeça do bode e o enviará ao deserto pelas mãos de um homem encarregado disso. 22O bode levará, pois, sobre si, todas as iniqüidades deles para uma terra selvagem. Quando o bode tiver sido mandado para o deserto.

d) Cura de enfermidade: Lc 13,13-15: 11Havia ali uma mulher que, havia dezoito anos, era possessa de um espírito que a detinha doente: andava curvada e não podia absolutamente erguer-se. 12Ao vê-la, Jesus a chamou e disse-lhe: Estás livre da tua doença. 13Impôs-lhe as mãos e no mesmo instante ela se endireitou, glorificando a Deus.

e) Transmissão de dons: At 6,6: Apresentaram-nos aos apóstolos, e estes, orando, impuseram-lhes as mãos.

É por isto que até hoje a Igreja continua a impor as mãos.

E o sinal da cruz? – É a marca indelével que nos faz pertencer a Cristo. Assinala a fronte do crismado, é também assinalada a alma para a eternidade. Imprime um caráter de marca indelével para sempre.

3. CRISMA, UNGIDOS PARA A MISSÃO

A Crisma ou Confirmação é o Sacramento por excelência do Espírito Santo, apesar de que, o Espírito Santo estar presente em todos os sacramentos. Basta observar a fórmula: “Recebe, por este sinal, o Espírito Santo, o dom de Deus”.

Então o sinal da crisma compõe-se de três gestos em um só: a) impondo a mão direita sobre a cabeça do confirmado, o bispo traça na testa o sinal da cruz com o óleo do crisma dizendo: “N…, recebe, por este sinal, o Espírito Santo, o dom de Deus”.

O batismo e a crisma se completam. São duas facetas da vida cristã inseridas no mistério de Cristo. No batismo, recebemos o dom da vida nova por obra do Espírito Santo, quando nos tornamos sacerdotes, reis e profetas. Na crisma, há novo impulso, existe um Pentecostes. Somos ungidos pelo dom do Espírito Santo, para que possamos exercer nossa função de sacerdotes (encaminhar e orientar tudo para seu fim último, que é Deus); profetas (indicar as realidades do Reino a todos os homens) e reis (no Reino de Deus, como senhores do mundo).

Vale lembrar que só se recebe o crisma uma vez, como o batismo e a ordem, porque imprime caráter, isto é, perdura por toda a vida, pois nunca chegaremos ao final do caminho da perfeição. Sempre em alguma dificuldade em nossa vocação cristã, temos por este sacramento, o direito de pedir e obter a força do Espírito Santo. Pois, no dia de nossa confirmação, estabeleceu-se uma aliança entre Deus e nós.

Então, o Espírito Santo tem dupla função na economia da salvação: a de dar vida ou suscitar a vida e a de levar a vida até sua perfeição. No batismo, o Espírito Santo nos concede a vida divina e, no sacramento da crisma, recebemos o Espírito Santo para chegarmos à perfeição.

A confirmação nos confere o poder de sermos testemunhas de Cristo, de ter um papel ativo no culto social e público da Igreja. O cristão confirmado não pode recusar testemunhar a Cristo: ele recebeu um caráter, uma marca que o inicia mais ainda no mistério de Cristo, e isso não pode ser desfeito.

Algumas perguntas:

a) Quem pode ser crismado?

Os candidatos à crisma devem ser:

1. adultos, com o uso da razão e em estado de graça – o que supõe o batismo;

2. preparados por uma catequese adequada;

3. tendo recebido o batismo e celebrado a primeira eucaristia.

 

b) Quem é o ministro do crisma?

Normalmente, é o bispo. Significa que a confirmação está intimamente ligada à primeira efusão do Espírito Santo, no dia de Pentecostes. Os bispos, como os apóstolos, continuam a exercer a função de transmitir o Espírito santo àqueles que crerem e forem batizados.

 

c) Os sacerdotes também podem administrar a confirmação?

Sim, em certos casos, sobretudo quando batizam legitimamente um adulto ou uma criança que já atingiu o uso da razão, ou ainda quando um adulto, já batizado, é admitido à plena comunhão com a Igreja. (Isso para que os sacramentos da iniciação cristã possam manter sua ordem natural).

Eles também poderão crismar em perigo de morte, caso o bispo não possa comparecer com facilidade ou se estiver legitimamente impedido.

E ainda, quando os confirmando são muitos, o bispo também pode associar a si alguns presbíteros para a administração do sacramento.

 

d) Qual a missão do padrinho (da madrinha) de crisma?

1. conduzir o confirmado para receber o sacramento;

2. apresentá-lo a santa unção;

3. ajudá-lo a cumprir as promessas do batismo pela força do Espírito Santo que recebeu.

Obs.: os próprios pais também podem apresentar os filhos para a crisma. Nesse caso, não haverá padrinho ou madrinha.

 

e) Quais as condições para ser padrinho ou madrinha de crisma?

1. deverá ter maturidade suficiente para exercer essa função;

2. deverá pertencer à Igreja Católica e ter sido batizado(a), crismado(a) e feito a primeira comunhão;

3. deverá estar em comunhão com a Igreja, isto é, não ter sido excluído de exercer a função de padrinho (madrinha) pelo Direito Canônico, como é o caso de amasiados, dos praticantes de seitas acatólicas, dos não cristãos, dos espíritas, dos maçons etc…

4. Não seja pai ou mãe do candidato, pois os padrinhos devem fazer as vezes do pai ou da mãe em caso de necessidade.

5. É para desejar que se assuma como padrinho (ou madrinha) de crisma a mesma pessoa que assumiu este encargo no Batismo. Assim o padrinho testemunharia publicamente que cumpriu a sua tarefa e se evitariam convites de significado meramente social.

 

Referências Bibliográficas:

BETTENCOURT, OSB, Pe E.T; Curso de Liturgia, Escola Mater Ecclesiae

GÓIS, Pe. João de Deus; Breve Curso sobre os Sacramentos – 6a Edição – Ed. Loyola, SP, 1986.