Ef 4,15: ”Mas, pela prática sincera da caridade, cresçamos em todos os sentidos, naquele que é a cabeça, Cristo.”

DEFINIÇÃO: Teologia Moral é o estudo científico dos costumes (mores, em latim) humanos, mediante os princípios da fé e da razão, em relação à consecução do Fim Supremo do homem.

OBJETO MATERIAL da Teologia Moral: são, os atos humanos, realizados com livre consentimento da vontade.

OBJETO FORMAL: são os atos humanos enquanto dirigidos ao Fim Supremo, que é Deus, conhecido à luz da Revelação, iniciada na época dos patriarcas bíblicos (Abraão, Isaque, Jacó…), consumada por Jesus Cristo e a nós transmitida pelo Magistério da Igreja.

A Teologia Moral é, portanto, uma parte da Teologia (ciência sobre Deus), que procura deduzir da Palavra de Deus as normas concretas que levem a pessoa humana à sua plena realização, isto é, ao seu Fim Supremo.

O que é atribuído à Moral Geral é aquilo que atualmente se atribui à Moral Fundamental. Apontando um “marco significativo”, que passa, da Moral GERAL para a Moral FUNDAMENTAL: Partindo da estrutura temática da Suma Teológica de Santo Tomás Aquino, que nos fala da ciência moral, e, do tratado dos atos humanos, deve ser exposta primeiramente em “universal” e depois em “particular”. Sendo que, este modo de dividir a moral foi conservado, desde Trento até o Concílio Vaticano II.

A atual Moral Fundamental, onde na nova situação do cristão ( que abandona o ideal sócio-histórico de “cristandade” e aceitação da sociedade secular e pluralista), assim como as mudanças metodológicas operadas dentro da ciência teológica (diálogo com as ciências humanas e necessidade de encontrar a aceitação sócio-histórica para as afirmações cristãs) fizeram deslizar o tratado de Moral Geral Tradicional para o Tratado de Moral Fundamental.

Os interesses temáticos da Moral Fundamental: O primeiro e mais fundamental problema da Teologia Moral é o de se justificar criticamente a si mesma. O empenho de Kant de justificar criticamente a razão ética, precisa ser assumido pelos moralistas como uma responsabilidade permanente, e de um modo ainda particular, na atual situação. A Teologia Moral tem de fundamentar sua existência enquanto ética cristã ou ética teológica.

A crise da moral não deve ser colocada prevalentemente nas normas de comportamento., pois está situada num nível mais profundo: na legitimação ou não legitimação da exigência moral enquanto tal. Não se trata de uma “crise de valores ou de conteúdos da moral, mas sim, de uma crise de estrutura”.

a) Se o homem enquanto tal não tiver uma dimensão ética, será impossível justificar a dimensão moral dentro da estrutura da existência cristã;

b) Sobre a existência de uma ética especificamente cristã, tem se refletido demoradamente nos últimos anos. Mas, continua sendo um tema aberto para posteriores reflexões. É uma das tarefas da Teologia Moral voltada para o futuro;

c) O problema das fontes da ética cristã se concretiza nos seguintes aspectos: 1. O argumento racional; 2. relação entre a Bíblia e ciência teológica moral; 3. Relação entre Tradição-Magistério e ciência teológica moral.

d) Esta situação determinada não é de caráter estático, mas dinâmico. Assim, podemos identificar: 1. o lugar da moral dentro de toda a ciência teológica; 2. Lugar da eticidade dentro da estrutura geral da existência cristã (estudar a relação entre o fator religioso e o fator moral); 3. Lugar da ética cristã em relação com outras ideologias e projetos éticos (éticas seculares, éticas ateias etc…).

Fonte:

VV.AA. Obediência e Salvação, Instituto Diocesano Missionário dos Servos da Igreja – Diocese de Rio Preto, SP, 1986.

VIDAL, M., Moral de Atitudes – 1º Volume: Moral Fundamental. Ed. Santuário, SP, 5ª Edição, 1979.