FLAGELAÇÃO DOS APÓSTOLOS (5,40-42)

40-42: “40Chamaram os apóstolos e mandaram açoitá-los. Ordenaram-lhes então que não pregassem mais em nome de Jesus, e os soltaram. 41Eles saíram da sala do Grande Conselho, cheios de alegria, por terem sido achados dignos de sofrer afrontas pelo nome de Jesus. 42E todos os dias não cessavam de ensinar e de pregar o Evangelho de Jesus Cristo no templo e pelas casas.”

A maioria dos sinedritas não se impressionam com a argumentação de Gamaliel, mas procedem com sagacidade e cálculo. Não decretam a morte dos discípulos, mas como são contra a mensagem evangélica que pregam, manda os açoitar, como castigo, confiando que assim se retrairão a pregar. Mas, conseguem o efeito contrário. No AT, Jeremias, Elias e outros também sofreram por pregar a Palavra. Aqui, seguem o que Jesus pregara: “Bem-aventurados sois, quando, por minha causa, vos injuriarem e perseguirem… (Mt 5,11-12).

Os Apóstolos e os primeiros discípulos de Jesus não cessaram de pregar, e, em pouco tempo, encheram a cidade de Jerusalém com a sua doutrina.

Fazendo eco ao mundo globalizado de hoje com suas características socioculturais (cf. Doc. 105 da CNBB, nº 77), vemos que os desafios continuam e que precisamos ser como os primeiros Apóstolos e ter ânimo e coragem de seguir, frente a esta sociedade individualista, onde não há relações de mutualidade, pois cada um quer que prevaleça a sua identidade perante os demais, com comportamentos não raro: uniformizador, autoritário e até sectário, com afirmações de padrões e valores de grupos tradicionalistas, apesar de estarmos vivendo em um mundo plural, a nível da ética, cultura e religião. Estes são os desafios da contemporaneidade, em que precisamos dos gestos dos apóstolos para nos animar, pois o Espírito que os animava é o mesmo que nos anima hoje.