PREGAÇÃO DE FILIPE NA SAMARIA (8,5-8)

5-8: “5Assim Filipe desceu à cidade de Samaria, pregando-lhes Cristo. 6A multidão estava atenta ao que Filipe lhe dizia, escutando-o unanimemente e presenciando os prodígios que fazia. 7Pois os espíritos imundos de muitos possessos saíam, levantando grandes brados. Igualmente foram curados muitos paralíticos e coxos. 8Por esse motivo, naquela cidade reinava grande alegria.”

Não é Filipe, o Apóstolo (1,13) mas um dos sete diáconos destinados à distribuição dos meios necessários para os indigentes (6,5). O Evangelho é anunciado aos Samaritanos, que também esperavam o Messias. Ultrapassam-se neste momento as fronteiras da Judeia de modo definitivo e cumpre-se a promessa do Senhor, cf. 1,8: “Sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria”.

São os desprezados Samaritanos. Trata-se dos primeiros não judeus que escutam a boa nova da salvação em Jesus Cristo. A alegria de São Lucas ao consignar a pregação do Evangelho a este povo. Lucas é o único Evangelista que fala da parábola do bom samaritano (Lc 10,30-37) e que menciona a condição samaritana do leproso que agradece ao Senhor a sua cura (Lc 17,16).

Nos Atos dos Apóstolos – um livro que necessitamos absolutamente de descobrir, onde é protagonista o Espírito – assistimos a um dinamismo contínuo, rico de surpresas. Quando os discípulos menos esperam, o Espírito envia-os aos pagãos. Abre caminhos novos, como no caso do diácono Filipe. O Espírito impele-o por uma estrada deserta, de Jerusalém a Gaza (como este nome soa doloroso, hoje! Que o Espírito mude os corações e as vicissitudes e dê paz à Terra Santa!).  (Papa Francisco, Homilia em 21/05/2018).

No diz (Gianfranco Ravasi, 2011): “O diácono Filipe se transformará em assistente social e educador de imigrantes e estrangeiros (leia-se Atos 6,1-6 e 8, 4-25)”.