FUGA DE SÃO PAULO (9,23-25)

23-25: “23Decorridos alguns dias, os judeus deliberaram, em conselho, matá-lo. 24Estas intenções chegaram ao conhecimento de Saulo. Guardavam eles as portas de dia e de noite, para matá-lo. 25Mas os discípulos, tomando-o de noite, fizeram-no descer pela muralha dentro de um cesto.”

A conversão produz sofrimento desde o primeiro momento. Paulo precisava adquirir um novo crédito, agora ao lado dos cristãos que perseguia. Mas, enquanto buscava “um novo lar” aqueles que tinham confiado nele até agora, passam a alimentar um ódio mortal.

Os judeus de Damasco querem eliminar Paulo, pois conhecem suas qualidades e capacidade de persuasão. Dia e noite vigiavam as portas da cidade.

Os cristãos, tomando conhecimento do plano, fizeram-no sair, à noite, pela muralha, dentro de um cesto. É a primeira experiência de exílio, de abandono, e o preço da mudança. (cf. 2Cor 11,32s).

Lucas não deve ter conhecido o destino de Saulo logo após a fuga de Damasco. Provavelmente por um lapso de testemunhos, a continuidade do livro dos Atos indica seu retorno imediato a Jerusalém (At 9,26-30); no entanto, isso seria simplesmente impossível.

No próprio testemunho do apóstolo, na carta aos Gálatas, mostra que ele precisava buscar um lugar mais seguro para a sobrevivência, onde houvesse menores riscos. Ele, então, optou pela Arábia (Gl 1,16s). Após três anos de exílio na Arábia é que ele decide voltar a Damasco e depois para Jerusalém.

Referência Bibliográfica:

  • VV.AA. BÍBLIA SAGRADA, Universidade de Navarra, Edições Theologica, Braga, PT, 1990;
  • MAZZAROLO, I., ATOS DOS APÓSTOLOS (ou Evangelho do Espírito Santo), Rio de Janeiro, RJ, 2014.