O Instrutor deve ser escolhido, preferentemente, entre os Congregados de certo tempo de vida consagrada, conhecedores da Regra de Vida e do espírito das Congregações Marianas, com testemunho de vivência mariana autentica” (RV nº 63).

A Regra de Vida precisa ser mais lida, discutida e refletida em nossas Congregações Marianas, no sentido de seu entendimento, na busca de sua excelência, como passos de um processo de evangelização a perseguir.

A presença testemunhal de uma vivência mariana autêntica com respeito e acolhida são a condição para o estabelecimento de uma relação de empatia entre os congregados para que os mesmos encarnem o Evangelho. Ação que nos faz aprender de Maria a humildade, reconhecendo nossos próprios limites. Se faz necessário: respeito, aceitação do outro, bem como autenticidade entre o que se diz e o que se faz.

Neste processo, deve existir uma relação dialógica ou de simpatia, nutrindo-se do amor, da humildade, da confiança e da esperança. Sem estes passos a vivência mariana não será possível. Mas, nos enche de esperança a proteção de Maria, que nos convida a ‘viver marianamente’. Vejamos alguns exemplos:

‘Viver marianamente’ é não ter uma existência acomodada e alienada; implica ousadia, coragem, sensibilidade e capacidade de discernimento. É viver a existência com um coração agradecido, que sabe reconhecer que tudo é dom e graça.

‘Viver marianamente’ é tomar consciência de uma existência combativa, inserida no mistério da Igreja, em comunhão com tantos outros nossos irmãos e irmãs que também se unem para buscar a mesma vitória final.

‘Viver marianamente’ é assumir na nossa vida a categoria do discipulado no seguimento de Cristo, assumindo o compromisso de acompanha-lo fielmente em todo o seu itinerário, atentos à sua Palavra, meditando o significado de suas ações, deixando-se guiar pelo Espírito, como membros da comunidade dos que creem em Cristo.

‘Viver marianamente’ é assumir a unidade da pessoa humana e combater toda tentativa de desintegrar a pessoa humana, negando ou supervalorizando uma ou outra dimensão.

Nós congregados precisamos como proposta de vida espiritual a ser vivida ‘marianamente’, ter os olhos fixos em Jesus e com Maria, trilhar estes percursos:

1) Que Maria Imaculada, sem pecado original, nos ajude a encarar de frente nosso pecado;

2) Que Maria do ‘Sim’ nos encoraje a darmos nosso consentimento generoso a Cristo;

3) Que Maria, Mãe da Solidão nos ampare nas noites de nossa fé;

4) Que Aquela que acreditou nas promessas nos contagie com a sua alegria para vivermos como ressuscitados.

Como testemunho desta ‘vivência’, que Maria nos coloque com seu Filho, para que possamos ser seus colaboradores na Sua Missão!

Fontes bibliográficas:

  • Brighenti, A. ‘A Pastoral dá o que pensar’. Cap. II, Paulinas-SP, 2014.
  • Costa, A.S.,SJ, ‘Viver Marianamente’. Revista Itaici n° 94, Dez/2013.