“E, levantando os olhos para os seus discípulos, disse: ‘bem-aventurados vós…” (Lc 6,20)

Jesus para numa planície com os discípulos e com grande multidão, e junto a estes, faz este belo sermão das bem-aventuranças, apontando caminhos à felicidade, e, ao mesmo tempo nos adverte com quatro “ais”. Ao me juntar a multidão, na leitura do Evangelho, ainda hoje, experimento as palavras ecoar em meu interior e entendo que Jesus fala de minha felicidade. Mas, qual será o caminho da felicidade?

Jesus, vem e fala de felicidade, fala de vida, não fala de uma ética fundada em deveres e obrigações, mas, sim, numa ética de felicidade e ventura. Pelas Palavras de Jesus, entendemos que as bem-aventuranças atraem para a felicidade substituindo os mandamentos que são proibitivos. E, mais interessante, que esta promessa de felicidade não será para depois da morte, mas, já felicidade nesta vida.

O (CIC 1718), nos diz: “O próprio Deus colocou no coração do homem um desejo íntimo de felicidade”, mas, às vezes, buscamos a felicidade: na riqueza, no prazer, no poder, no êxito e promoção pessoal… Temos dois caminhos a seguir: a) plena realização e b) decepção. Qual escolhemos?

Se a felicidade nasce dentro de nós: daquilo que sentimos, que valorizamos, que vivemos… precisamos ser o que somos em serenidade, mantendo nossa paz interior, pois só assim a felicidade se unirá a gratuidade. Pois, na gratidão, temos a certeza que estamos em Deus e Deus conosco.

Por ocasião do Retiro Quaresmal, que iremos iniciar em breve, recebo de um dos participantes, um livro de presente, ao qual recomendo a leitura. Chama-se: “FELICIDADE”, o que realmente importa para uma vida bem-sucedida. Pois a vida é ameaçada, finita, frágil. O que a sustenta, senão a Felicidade. Os autores: Anselm Grün, que está entre os mais importantes autores da atualidade e Walter Kohl, empresário e analista financeiro, filho do ex-chanceler Helmut Kohl. Editado pela Editora Vozes, em 2018.

Boa oração!