Jesus vem ao encontro dos apóstolos com sinais de vida. Partilha a Paz por duas vezes, envia os apóstolos em missão, soprando sobre eles o Espírito Santo. Eles com medo trancados em uma sala, se sentem despertados e formam a comunidade, sabem que precisam ter gestos simples, posturas éticas e ser coerentes. Assim, deve ser nossas comunidades, onde seus membros devem buscar a solidariedade, o perdão, o acolhimento, o voluntariado, cuidando uns dos outros e do meio ambiente.

Jesus ressuscitado traz sinais de vida, desperta e nos impulsiona a ir de encontro dos acontecimentos da vida, que são os acontecimentos de nossa realidade. Precisamos diariamente fazer uma “leitura orante” desses acontecimentos, o que vemos, ouvimos, tocamos, ou seja, tudo que passa pelos nossos sentidos, e que devemos purificar, face a presença do ressuscitado, que traz esta mensagem de paz, promovendo a vontade de Pai.

Devemos comparar a mensagem do ressuscitado com nossas experiências, e daí discernir se nos afetam e promovem vida. Nos questionar, se nossa presença na comunidade, produz vida ressuscitada, promovendo a paz entre os irmãos. Caso contrário, os apelos a nossa caminhada, são de conversão!

Vivemos hoje, numa sociedade, recheada de problemas políticos e sociais e afetada por ideologias, e nessa realidade se encontra nossas comunidades cristãs, que devem ser lugar de encontro, lugar de testemunho, lugar de ressurreição para que todos tenham vida. Lugar, onde cada um possa se beijar e se abraçar e desejar uns para os outros: “A paz esteja convosco!”. Só assim, teremos uma comunidade ressuscitada.