Jo 6,34-40: 34Disseram-lhe eles: “Senhor, dá-nos sempre deste pão!” 35Jesus disse-lhes: “Eu sou o pão da vida: quem vem a mim não sentirá mais fome e quem crê em mim nunca mais sentirá sede.36Mas já vos disse: vós me vistes e não credes. 37Tudo o que o Pai me dá virá a mim, e não lançarei fora o que vem a mim, 38porque desci do céu não para fazer minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. 39E a vontade daquele que me enviou é esta: que eu não perca nenhum dos que ele me deu, mas que os ressuscite no último dia. 40Porque esta é a vontade de meu Pai: que todo o que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia”. 

Um diálogo de Jesus com os seus ouvintes, que ainda pensavam no alimento de Moisés, o maná, que saciava a fome corporal, mas Jesus no diálogo transcende tudo isto, ao dizer ser Ele é “o pão da vida”, e para estar com Ele, precisamos ter fé, pois Ele é o enviado do Pai.

Quando entramos, neste caminho sem volta, entendemos que ser contemplativo na ação, é justamente transformar nossa vida em oração, onde os sentimentos se igualam e o serviço apostólico aflora, pois, passamos a ser lugar da presença ativa de Deus. Presença que contagia e nos coloca em saída, com ânimo e generosidade.

Um “já e ainda não”, um sentir-se ressuscitado, mas ainda vivo. Uma antecipação de estar na Glória, se dá quando trabalhamos em todas as coisas, a mensagem do Reino: ser mais justo em nossas ações, mais verdadeiro, mais pacífico e mais amoroso. Um contemplar atuando, pois é a mesma graça de Deus que alimenta nossa oração e impulsiona nossa ação.