Caminho de Santiago de Compostela – Roncesvalles a Zubiri (Espanha)

14) Por que é importante o diálogo entre o orientador e o exercitante?

R: Devido a prática do discernimento, onde pode se perceber as intervenções divergentes do bem e do mal presentes. Só assim será possível descobrir os verdadeiros caminhos de Deus. Será importante o orientador ser informado dos diversos movimentos espirituais que atingem o exercitante.

A principal “competência” de um orientador está, portanto, na capacidade de fazer discernimento dos espíritos (ver Regras 313-336). Da mesma forma espera-se que o exercitante vá adquirindo a mesma capacidade de discernimento no decorrer dos EE.

Concluímos que os EE não são um período de piedade contemplativa, mas comportam uma convocação do Senhor, um combate interior que conduz a uma opção de ação.

No EE há uma relação complexa entre orientador e exercitante, na qual o primeiro está totalmente a serviço do segundo, e este reconhece naquele um intermediário ativo que contribui para a descoberta real concretização da vontade de Deus percebida num dado momento de sua história pessoal.

O grande sinal de validade desta relação reside na liberdade que o exercitante conserva e vê crescer ao longo dos EE. No diálogo, a evolução psicológica e evolução espiritual caminham juntas, se entrelaçam atingindo uma integração nova: do seu EU total e da sua fé, podendo, assim, se oferecer a Deus com toda autenticidade.

Referência Bibliográfica:

  • FILHO, S.C. OS EXERCÍCIOS ESPIRITUAIS DE SANTO INÁCIO DE LOYOLA, Um Manual de Estudo, E. Loyola, São Paulo,SP, 2014.