Na Exortação Apostólica Gaudete et Exsultate, o Papa Francisco, se dedica em boa parte ao discernimento, mas retoma o assunto, em outra Exortação Apostólica, como é o caso da Christus Vivit, onde em seu n° 278-282 nos lembra que estamos expostos a um zapping constante, navegando em dois ou três visores, interagindo com cenários diferentes. Vivemos numa extrema correria, sem tempo para um cordial bom dia, e sempre conectado.

Nos lembra o Papa que sem a sapiência do discernimento, seremos transformados em marionetes, presos a tendências de ocasião, onde tudo que é novo, nos encanta. Então, alerta o Papa, que precisamos discernir: “se o vinho novo, vem de Deus ou é uma novidade enganadora, que vem do espírito do mundo”.

Quando me silencio para discernir, me deparo com o projeto de Deus, que são maiores que os meus. Um mistério, que vai além da minha inteligência, pois está em jogo o sentido de minha vida, pois aquela solução que não tenho, com certeza Deus tem para mim. Um bom discernimento, há de ter profundidade e fidelidade a Deus. Devo cultivar na vida, as intenções, opções e modo de agir de Jesus, ou seja, “ter em mim os mesmos sentimentos de Cristo Jesus” (Fl 2,5).

Se quero crescer na virtude da prudência, preciso ter consciência de meus próprios dons e limites. Só assim, conseguirei ser transformado por Cristo. Todas as noites em meu exame de consciência, antes de dormir, mantenho um colóquio, ora com Deus, ora com Jesus, ora com Nossa Senhora, ora com um Santo. Assim, não desvelo apenas meus pecados, mas, também reconheço a obra de Deus em minha vida, numa experiência cotidiana. E isto dá força para seguir.

Na sua vida, experimente, diariamente a oração de Palavra.