Após um gostoso silêncio e o pedido da graça, começo a passear pelo texto de Rm 1,16-32, onde destaco o versículo 16: Não me envergonho do Evangelho, porque ele é força de Deus”. Paulo, assim fala, pois o anúncio do poder salvífico da morte de Cristo na Cruz era escândalo para os Judeus, algo indispensável para os Gentios, mas, para os cristãos era motivo de força e orgulho, que os mantinha animado.

Dizia S. João Crisóstomo (†407): “Vocês adoram um crucificado? – Mas, como adoram um crucificado? E, responde: Sim! Eu adoro e me glorio de um Deus crucificado que, com Sua Cruz, reduziu ao silêncio os Demônios. Sua Cruz é para mim, troféu inefável da Sua benevolência e do Seu Amor”.

Hoje, não devo me envergonhar do Evangelho de Cristo, pois Sua Palavra interpela, coloca-me em lugares, que proporcionam liberdade, onde o mal não penetra, e assim vou de esforço em esforço, recompondo-me, optando por seguir mais de perto Jesus Cristo.

Onde estou, e de forma permanente a realidade do mal se faz sentir vivamente. Desde sempre, o pecado é uma realidade misteriosa, onde posso me culpar, mas também me perdoar. A culpa, está em meu interior, mas posso afastá-la de mim, a partir da reconciliação, que é um voltar meu olhar para Deus, onde posso, mais profundamente, mergulhar na imensidão de Seu Amor, para experimentar maior amadurecimento de ser um pecador salvo.