No texto paulino, Carta aos Romanos 1,16-32, vale refletir sobre a punição divina, conforme os versículos 25 e 28: “25eles trocaram a verdade de Deus pela mentira, adoraram e serviram a criatura em vez do Criador. 28E como não se esforçaram por conhecer a Deus, Deus os abandonou à mercê de uma inteligência depravada”.

Bem atual a mensagem, pois sempre que o homem voluntariamente se situa à margem de Deus, optando pelo poder, pelo dinheiro, pela sensualidade, onde o centro religioso de uma sociedade não está mais em Deus, mas no homem, o resultado, é o que estamos vendo: desordem moral.

Bem explica São João Crisóstomo (†407): “Deus castiga a impiedade, a idolatria retirando as Suas graças, e diz que o Apóstolo, quer mostrar aos gentios, que a impiedade deles, traz consigo a violação e o esquecimento de todas as Leis. Então, observa o Santo: Deus abandona o malvado, mas não o empurra para o mal. Pois, o homem é que se faz rebelde às Leis de Deus e volta-lhe as costas.

Mais tarde o Concílio de Trento, em seu capítulo 11, irá dizer: “talvez Deus conte que a experiência do pecado mova os homens ao arrependimento… Deus não abandona, nem é injusto com os homens, se antes não é abandonado por eles”.

No versículo 25, Paulo ao narrar a conduta blasfema dos Gentios. Nos ensina, que toda vez que trocamos a verdade pela mentira, devemos fazer um ato de desagravo, ou como nos propõe Santo Inácio (†1556), nos Exercícios Espirituais, 43, ao qual denomina Exame Geral, que consta de cinco pontos:

  1. Dar graças a Deus pelos benefícios recebidos;
  2. Pedir graças para conhecer os pecados e rejeitá-los;
  3. Pedir conta a si mesmo, de meus pensamentos, palavras e obras;
  4. Pedir perdão a Deus pelas faltas;
  5. Propor emendar-se com as graças que recebo de Deus.