Ap 3,15-16, 15Conheço as tuas obras: não és nem frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente! 16Mas, como és morno, nem frio nem quente, vou vomitar-te.

Este trecho do livro do Apocalipse, nos leva a uma reflexão sobre ter uma experiência de prosperidade. Mas, e, se neste tempo, porventura, viermos a relaxar, achando que não necessitamos de Deus e nos sentimos donos da situação, acima do bem e do mal?

No Antigo Testamento, vemos o Povo de Israel, viver tal situação, conforme narrado em Dt 31,20: “Com efeito, quando eu os tiver introduzido na terra que mana leite e mel, que prometi a seus pais lhes dar, depois que tiverem comido, e se tiverem saciado e engordado, se voltarão para outros deuses e lhes renderão culto, desprezando-me e violando a minha aliança.”. Será um povo morno, mal-agradecido, burguês e medíocre.

João Cassiano, um dos fundadores do monaquismo (†435), nos diz que precisamos sacudir com energia os princípios da tibieza. “Ninguém atribua o seu extravio a um repentino derrubamento, mas (…) a ter-se afastado da virtude pouco a pouco, por uma preguiça mental prolongada. Acontece o mesmo com uma casa: vem abaixo um bom dia só em virtude de um antigo defeito nos fundamentos ou por uma indolência prolongada dos seus moradores”.

Sabemos, que “no meio está a virtude”, diz o sábio provérbio. Mas, não podemos cair no erro de nos acomodar, achando que está tudo bem e que nada preciso fazer. Não devemos ser mornos, ou seja, ser um cristão mais ou menos, sem foco, sem motivação. Precisamos, sim, responder mais plenamente ao amor de Deus e nos entregar mais profundamente a seu serviço e dos outros, conforme nos ensina o Princípio e Fundamento (EE,23).