Ap 3,19-20: …Reanima, pois, o teu zelo e arrepende-te. 20Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e me abrir a porta, entrarei em sua casa e cearemos, eu com ele e ele comigo.

Não damos conta de nossa perigosa situação espiritual, por estarmos inseridos, numa realidade de mundo que nos conduz para um outro estilo de vida. Caímos no perigo da autossuficiência, nos agarramos aos bens materiais, tal qual fazia o povo de Laodiceia, cidade famosa pelos seus ocultistas, que tinham conseguido um colírio de grande eficácia. Jesus Cristo, vem, e oferece um colírio ainda melhor: “reanima o teu zelo”, sai, portanto, da tibieza e entra no fervor da caridade, no zelo ardente pela glória de Deus.

A imagem de Jesus a chamar à porta é das mais belas. É um modo de expressar a vontade divina que chama a uma intimidade maior. Devemos estar à escuta e abrir as portas a Cristo. O Senhor espera a correspondência ao Seu apelo, pois quer ter intimidade. Ele nos persegue amorosamente: Eis que estou à porta e bato. Como anda nossa vida de oração? Não sentimos, às vezes, durante o dia, desejos de falar devagar com Ele? A oração precisa ser contínua, como o bater do coração, como as pulsações. Esta presença de Deus, nos permite a vida contemplativa.

Ao abrir a porta e ter intimidade, nos sentimos pecadores salvos, pois passamos a possuir experiência espiritual, onde no encontro, dois componentes são inseparáveis: o “eu” pecador, com “Ele” que me salva. Há uma integração positiva, que nos impulsiona para frente. É decididamente o início da pessoa espiritual, pois, por causa d’Ele, estamos destinados à vida.