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	<title>Caritatis</title>
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	<description>Site de Formação e informação de textos da Religião Católica.</description>
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		<title>Ascensão do Senhor, Solenidade</title>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 22:21:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>caritatis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Evangelho Dominical: Ano B]]></category>
		<category><![CDATA[Ascensão]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus]]></category>
		<category><![CDATA[Missão]]></category>

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		<description><![CDATA[Mc 16,15-20 &#8211; Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura. 15E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura. 16Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado. 17Estes milagres acompanharão os que crerem: expulsarão os demônios em meu nome, falarão ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_3221" class="wp-caption alignleft" style="width: 209px"><a href="http://caritatis.com.br/wp-content/uploads/2012/05/ascensio-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-3221" title="ascensio (1)" src="http://caritatis.com.br/wp-content/uploads/2012/05/ascensio-1-199x300.jpg" alt="" width="199" height="300" /></a>
<p class="wp-caption-text">Garofalo, Bernardino, The Ascension of Christ 1549 &#8211; San Sigismondo, Cremona.</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000080;">Mc 16,15-20 &#8211; Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;"><sup>15</sup>E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura. <sup>16</sup>Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado. <sup>17</sup>Estes milagres acompanharão os que crerem: expulsarão os demônios em meu nome, falarão novas línguas, <sup>18</sup>manusearão serpentes e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal; imporão as mãos aos enfermos e eles ficarão curados. <sup>19</sup>Depois que o Senhor Jesus lhes falou, foi levado ao céu e está sentado à direita de Deus. <sup>20</sup>Os discípulos partiram e pregaram por toda parte. O Senhor cooperava com eles e confirmava a sua palavra com os milagres que a acompanhavam.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Comentando:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;"><strong>Ide por todo mundo e pregai</strong>: Este é o mandato apostólico universal. Mandato imperativo de Cristo aos Apóstolos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">“<em>A Igreja nasceu para tornar todos os homens participantes da redenção salvadora e, por eles, ordenar efetivamente a Cristo o universo inteiro, dilatando pelo mundo o Seu Reino para a Glória de Deus Pai. Toda a atividade do Corpo Místico que a este fim se oriente, chama-se apostolado. A Igreja exerce-o de diversas maneiras, por meio de todos os seus membros, já que a vocação cristã é também, por sua própria natureza, vocação ao apostolado. (&#8230;). Existe na Igreja diversidade de funções, mas unidade de missão. Aos Apóstolos e seus sucessores, confiou Cristo a missão de ensinar, santificar e governar em Seu nome e com o Seu poder. Mas os leigos, dado que são participantes do múnus sacerdotal, profético e real de Cristo, tem um papel próprio a desempenhar na Missão do Povo de Deus, na Igreja e no mundo</em>”. (Apostolicam Actuositatem, n° 2).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Deus atua na alma de cada pessoa por meio de sua graça. Mas, a vontade de Cristo é que todas as pessoas sejam instrumentos de salvação para as demais. Pois, “<em>aos fiéis, seja dado, o valioso encargo de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos</em>”. (Apostolicam Actuositatem, n° 3).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;"><strong>Quem crer e for batizado</strong>: A Palavra de Deus nos ensina que a Fé e o Batismo, são requisitos indispensáveis para alcançar a salvação. Diz-nos o Catecismo: O Batismo nos confere a graça santificante; se perdoa o pecado original e os pecados atuais, se houver; imprime caráter de cristãos; faz-nos filhos de Deus; membros da Igreja; herdeiros da Glória e nos habilita a receber outros sacramentos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">O Batismo é necessário a nossa salvação, conforme a Palavra do Senhor. Mas, a impossibilidade de alguém ser batizado, pode ser substituída ou pelo martírio (Batismo de Sangue) ou por um ato de contrição unido ao desejo de ser batizado (Batismo de desejo).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Dizia Santo Agostinho (†430), sobre o Batismo das crianças: “<em>De nenhum modo se pode rejeitar nem considerar como desnecessário o costume da Igreja de batizar as crianças; antes pelo contrário, há que admiti-lo forçosamente por ser tradição apostólica</em>”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;"><strong>Milagres acompanharão os que crerem</strong>: Nos primeiros tempos, os fatos miraculosos que Jesus anuncia, se cumprem. Há muitos destes acontecimentos no Novo Testamento e em escritos cristãos antigos. Mais tarde, os milagres continuam, mas em menor número. Pois, a verdade do cristianismo já está devidamente comprovada, e o cristão precisa dar lugar ao mérito da fé. Dizia São Jerônimo (†420): “<em>Os milagres foram necessários, no princípio, para confirmar com eles a fé. Mas, uma vez que a fé da Igreja está confirmada, os milagres não são necessários</em>”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;"><strong>Ascensão do Senhor</strong>: Constitui artigo da Fé que recitamos no Credo. Jesus Cristo vai ao céu de Corpo e Alma para tomar posse do Reino alcançado com a Sua Morte, para garantir a cada um de nós, um lugar na Glória e para enviar o Espírito Santo à Sua Igreja. (Artigo n° 6 &#8211; Catecismo da Igreja católica).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;"><strong>Estar sentado à direita do Pai</strong>: Significa que Jesus Cristo, também na Sua Humanidade, tomou posse eterna da Glória e que, sendo igual ao Pai enquanto Deus, ocupa junto d’Ele o lugar de honra sobre todas as criaturas enquanto homem. (Artigo n° 6 do Catecismo da Igreja católica).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Jesus subiu aos Céus pela Sua própria virtude. E não ascendeu aos Céus apenas como Deus, mas também como homem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;"><strong>Os discípulos partem e pregam por toda parte</strong>: O Evangelista Marcos dá testemunho de que a Palavra de Cristo já estava sendo pregada no seu tempo. E os Apóstolos realizam com fidelidade a Missão confiada por Jesus. E vão por todo o mundo conhecido pregando a Palavra de Deus, o Evangelho, a Boa Nova. A pregação dos Apóstolos era acompanhada de sinais e prodígios que o Senhor lhes tinha prometido, dando autoridade ao seu testemunho e à sua doutrina. Mas, o trabalho apostólico foi sempre duro, com fadigas, perigos, incompreensões, perseguições e até martírios.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Graças ao Bom Deus e aos Apóstolos, chegou até nós a força e a alegria de Cristo Nosso Senhor. Mas cada geração cristã, tem de receber essa pregação do Evangelho e por sua vez transmití-lo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">A graça do Senhor não faltará nunca. O poder do Senhor não diminui (cf. Is 59,1).</span></p>
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		<title>6° Domingo da Páscoa</title>
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		<pubDate>Fri, 11 May 2012 23:57:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>caritatis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Evangelho Dominical: Ano B]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[Cristo]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus]]></category>

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		<description><![CDATA[Jo 15, 9-17 9Como o Pai me ama, assim também eu vos amo. Perseverai no meu amor. 10Se guardardes os meus mandamentos, sereis constantes no meu amor, como também eu guardei os mandamentos de meu Pai e persisto no seu amor. 11Disse-vos essas coisas para que a minha alegria esteja em vós, e a vossa ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;"><a href="http://caritatis.com.br/wp-content/uploads/2012/05/mãos-21.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-3210" title="mãos (2)" src="http://caritatis.com.br/wp-content/uploads/2012/05/mãos-21-300x174.jpg" alt="" width="300" height="174" /></a>Jo 15, 9-17</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;"><sup>9</sup>Como o Pai me ama, assim também eu vos amo. Perseverai no meu amor. <sup>10</sup>Se guardardes os meus mandamentos, sereis constantes no meu amor, como também eu guardei os mandamentos de meu Pai e persisto no seu amor. <sup>11</sup>Disse-vos essas coisas para que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria seja completa. <sup>12</sup>Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amo. <sup>13</sup>Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos. <sup>14</sup>Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando. <sup>15</sup>Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai. <sup>16</sup>Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi e vos constituí para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça. Eu assim vos constituí, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vos conceda. <sup>17</sup>O que vos mando é que vos ameis uns aos outros.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Comentando:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;"><strong>A Lei do Amor </strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">O amor de Cristo por cada um de nós é reflexo do amor que as três Pessoas Divinas têm entre Si e para com todas as coisas: “<em>Mas amamos, porque Deus nos amou primeiro</em>” (1Jo 4,19).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">A certeza de que Deus nos ama é a causa de nossa alegria, mas ao mesmo tempo exige a nossa correspondência fiel, ou seja, cumprir a Vontade de Deus em tudo. Por isto a marca distintiva dos seus seguidores, para serem fiéis à Sua pessoa e ao Seu projeto, será o Amor, e Amar como Ele é transformar-se n’Ele.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Jesus insiste no mandamento novo: “<em>amai-vos uns aos outros, como eu vos amo</em>”. Este amor não é apresentado como uma lei, mas um responder, na liberdade, algo que sai de dentro, manifestando Deus no mais profundo do nosso ser. Encontramo-nos, assim, envolvidos pelo amor de Deus. Esse amor é fonte de alegria, ou seja, um estado permanente de plenitude e bem-estar. Sem amor não é possível dar passos em direção a um cristianismo mais aberto, cordial, alegre, simples e amável, onde possamos viver como “<em>amigos</em>” de Jesus.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Deus não é um Ser que ama, é o Amor. N’Ele, o Amor é sua essência; se Deus deixasse de amar um só instante, deixaria de existir. O Amor que é Deus, temos que descobri-lo dentro de nós, como uma realidade que está unida intimamente ao nosso ser. Por isso, só há um mandamento: manifestar esse amor que é Deus, em nossas relações com os outros.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Deus nos chama gratuitamente. A nossa missão, consiste em seguir Cristo, buscar a santidade e contribuir para a propagação do Evangelho. Amar é desfazer-nos de tudo aquilo que acreditamos ser, para que somente fique em nós o que é Deus.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Se entrarmos nessa aventura, nossa vida será virada pelo avesso e completamente questionada. “<em>O amor é o que diz sim, em nós</em>”, sim à vida, sim ao compromisso, sim à compaixão&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Uma semana abençoada no Amor de Deus.</span></p>
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		<title>5° Domingo da Páscoa</title>
		<link>http://caritatis.com.br/2012/05/04/5-domingo-do-evangelho/</link>
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		<pubDate>Sat, 05 May 2012 00:12:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>caritatis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Evangelho Dominical: Ano B]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[fruto]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus]]></category>
		<category><![CDATA[Videira]]></category>

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		<description><![CDATA[Jo 15, 1-8 1Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que não der fruto em mim, ele o cortará; 2e podará todo o que der fruto, para que produza mais fruto. 3Vós já estais puros pela palavra que vos tenho anunciado. 4Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000080;"><a href="http://caritatis.com.br/wp-content/uploads/2012/05/videira.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-3200" title="videira" src="http://caritatis.com.br/wp-content/uploads/2012/05/videira-300x191.jpg" alt="" width="300" height="191" /></a>Jo 15, 1-8</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000080;"><sup>1</sup>Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que não der fruto em mim, ele o cortará; <sup>2</sup>e podará todo o que der fruto, para que produza mais fruto. <sup>3</sup>Vós já estais puros pela palavra que vos tenho anunciado. <sup>4</sup>Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. O ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Assim também vós: não podeis tampouco dar fruto, se não permanecerdes em mim. <sup>5</sup>Eu sou a videira; vós, os ramos. Quem permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. <sup>6</sup>Se alguém não permanecer em mim será lançado fora, como o ramo. Ele secará e hão de ajuntá-lo e lançá-lo ao fogo, e queimar-se-á. <sup>7</sup>Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis tudo o que quiserdes e vos será feito. <sup>8</sup>Nisto é glorificado meu Pai, para que deis muito fruto e vos torneis meus discípulos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000080;">Comentando:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000080;"><strong>A Verdadeira Videira</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000080;">No Evangelho de hoje, vamos contemplar a figura da videira, imagem esta já mencionada pelos profetas: Jeremias (cf. Jr 2,21) e Isaías (cf. Is 5,1-7), no Antigo Testamento. Empregada pelo próprio Cristo quando narra as Parábolas do Reino (cf. Mt 20,1-8; 21,28-31.33-41) e faz do “<em>Fruto da Videira</em>” a Eucaristia (cf. Mt 26,29). No Evangelho, a Verdadeira Videira é Jesus. Por isto, necessitamos estar unidos à nova Videira, a Cristo, para produzir fruto. Não se trata apenas, de pertencer a uma comunidade, mas de viver a vida de Cristo, vida da Graça, que é a seiva que dá vida, anima e capacita para dar frutos de vida eterna. Bela imagem esta da Videira, que ajuda a compreender a unidade da Igreja, Corpo Místico de Cristo, onde todos os membros estão unidos a Cristo e uns aos outros (cf. 1Cor 12,12-26; Rom 12,4-5; Ef 4,15-16).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000080;">Os frutos que são produzidos pela videira significa a santidade de uma vida fiel aos mandamentos, especialmente ao mandamento do amor. Mas, o Senhor descreve duas situações: a daqueles mesmo que ligados a Videira, não dão fruto; e daqueles, que mesmo dando fruto, podem dar mais. A Epístola de São Tiago nos dá o ensinamento, ao dizer que não basta a fé. (Tg 2,17). A fé viva nos encaminha para o fruto das obras. Assim, o cristão para dar frutos agradáveis a Deus não basta ter recebido o Batismo e professar externamente a fé, mas é preciso participar da vida de Cristo pela graça e colaborar com Sua obra.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000080;">Continua Jesus: “<em>Vós já estais puros pela palavra</em>”, se referindo à limpeza interior, devido à obediência aos ensinamentos que aceitaram. “<em>Pois a Palavra de Cristo purifica em primeiro lugar dos erros, instruindo</em>; <em>em segundo lugar, purifica os corações das coisas terrenas, despertando as pessoas para as coisas celestiais; finalmente, a palavra purifica para o vigor da fé (At 15,9)</em>” (São Tomás de Aquino, †1274).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000080;">O Senhor continua a enumerar as consequências da comparação da videira e das varas. Agora destaca a inutilidade de quem se afasta d’Ele, tal como a vara separada da videira.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000080;">A vida em união com Cristo transcende o campo de ação individual do cristão para se projetar em benefício dos outros: daí brota a fecundidade apostólica, pois o verdadeiro apóstolo possui superabundância de vida interior.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000080;">O Concílio Vaticano II, citando os vv. 4-5, do Evangelho de hoje, ensina como deve ser o apostolado dos cristãos: “<em>A fonte o origem de todo o apostolado da Igreja é Cristo, enviado pelo Pai. Sendo assim, é evidente que a fecundidade do apostolado dos leigos depende de sua união vital com Cristo, segundo as palavras do Senhor: ‘aquele que permanece em Mim e em quem Eu permaneço, esse produz muito fruto; pois, sem Mim, nada podeis fazer’. Esta vida de íntima união com Cristo na Igreja é alimentada pelos auxílios espirituais comuns a todos os fiéis e, de modo especial, pela participação ativa na sagrada Liturgia; e os leigos devem servir-se deles de tal modo que, desempenhando corretamente as diversas tarefas terrenas nas condições ordinárias da existência, não separem da própria vida a união com Cristo, mas antes, realizando a própria atividade segundo a vontade de Deus, nela cresçam</em>” (<em>Apostolicam actuositatem</em>, n° 4).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000080;">Quem não está unido a Cristo por meio da graça terá, finalmente, o mesmo destino que as varas secas: o fogo. “<em>Os sarmentos da videira são do mais desprezível se não estão unidos ao tronco da videira; e do mais nobre se o estão. Se o cortam, de nada servem, nem para o vinhateiro nem para o carpinteiro. Para os sarmentos, duas opções: ou unido à videira ou o fogo. Se não estão na videira, vão para o fogo: para não irem para o fogo, que estejam unidos à videira</em>” (Santo Agostinho, †430).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000080;">Esta é a confiança que temos em Deus.</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>4° Domingo da Páscoa</title>
		<link>http://caritatis.com.br/2012/04/28/4-domingo-da-pascoa/</link>
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		<pubDate>Sat, 28 Apr 2012 08:51:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>caritatis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Evangelho Dominical: Ano B]]></category>
		<category><![CDATA[Bom Pastor]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus Cristo]]></category>
		<category><![CDATA[ovelhas]]></category>

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		<description><![CDATA[Jo 10, 11-18 11Eu sou o bom pastor. O bom pastor expõe a sua vida pelas ovelhas. 12O mercenário, porém, que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, quando vê que o lobo vem vindo, abandona as ovelhas e foge; o lobo rouba e dispersa as ovelhas. 13O mercenário, porém, foge, porque é ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_3145" class="wp-caption alignleft" style="width: 249px"><a href="http://caritatis.com.br/wp-content/uploads/2012/04/murillo2.jpg"><img class="size-medium wp-image-3145" title="murillo2" src="http://caritatis.com.br/wp-content/uploads/2012/04/murillo2-239x300.jpg" alt="" width="239" height="300" /></a>
<p class="wp-caption-text">Bartolomé Esteban Murillo. The Good Shepherd. 1660. Museo del Prado, Madrid, Spain.</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Jo 10, 11-18</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;"><sup>11</sup>Eu sou o bom pastor. O bom pastor expõe a sua vida pelas ovelhas. <sup>12</sup>O mercenário, porém, que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, quando vê que o lobo vem vindo, abandona as ovelhas e foge; o lobo rouba e dispersa as ovelhas. <sup>13</sup>O mercenário, porém, foge, porque é mercenário e não se importa com as ovelhas. <sup>14</sup>Eu sou o bom pastor. Conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem a mim, <sup>15</sup>como meu Pai me conhece e eu conheço o Pai. Dou a minha vida pelas minhas ovelhas. <sup>16</sup>Tenho ainda outras ovelhas que não são deste aprisco. Preciso conduzi-las também, e ouvirão a minha voz e haverá um só rebanho e um só pastor. <sup>17</sup>O Pai me ama, porque dou a minha vida para a retomar. <sup>18</sup>Ninguém a tira de mim, mas eu a dou de mim mesmo e tenho o poder de a dar, como tenho o poder de a reassumir. Tal é a ordem que recebi de meu Pai.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Comentando:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;"><strong>O Bom Pastor dá a vida por suas ovelhas</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">O Bom Pastor dá a vida pelas ovelhas. Com esta frase observamos que “<em>Jesus está falando de sua Paixão, e mostra o que iria acontecer para a salvação do mundo, e que a sofreria voluntária e livremente</em>”. (São João Crisóstomo, †407). Jesus fala em dar Sua própria vida: “<em>Fez o que tinha dito, deu a Sua vida pelas Suas ovelhas, e entregou o Seu Corpo e Sangue no Sacramento para alimentar com a Sua carne as ovelhas que tinha redimido</em>”. (São Gregório Magno, †604). E, “<em>Quem é o mercenário? &#8211; O que vê o lobo e foge. O que busca a sua glória, não a glória de Cristo; o que não se atreve a reprovar com liberdade de espírito os pecadores (&#8230;) porque te calaste; e calaste-te, porque tiveste medo</em>”, comenta (Santo Agostinho, †430).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">O Beato João Paulo II (†2005), dizia aos sacerdotes: “<em>Recordem seu ministério sacerdotal. De modo particular, está ordenado para a grande solicitude do Bom Pastor, que é a solicitude pela salvação de todos os homens. E devemos recordar: que não é lícito a nenhum de nós merecermos o nome de mercenário, de alguém que ao ver o lobo, abandona as ovelhas e foge. A solicitude de todo bom Pastor é para que todos tenham vida e a tenham em abundância, a fim de que ninguém se perca, mas tenham a vida eterna. Façamos com que tal solicitude penetre profundamente nas nossas almas: procuremos vivê-la. Que esta solicitude caracterize a nossa personalidade e esteja sempre na base da nossa identidade sacerdotal</em>”. Cabe ressaltar, que experimentamos tal solicitude em sacerdotes que conhecemos, quando chama seus fiéis a vir para a Catequese, nem que seja na última hora, ou seja, com o curso já em andamento. Devemos rezar pelos nossos sacerdotes para que esta solicitude seja constante em suas comunidades.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">O Bom Pastor conhece cada uma de suas ovelhas, chama-as pelo nome. Nesta comovente figura, vemos uma exortação aos futuros pastores da Igreja. Onde os bons pastores santificam a comunidade. “<em>Devemos recorrer ao Bom Pastor, àquele que entra pela porta com toda a legitimidade, àquele que quer ser, na palavra e na conduta, uma alma movida pelo amor, àquele que talvez seja também um pecador, mas que confia sempre no perdão e na misericórdia de Cristo</em>”. (São Josemaria Escrivá de Belaguer, †1975).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Jesus sabe que sua missão é universal, ainda que no início Sua pregação fosse apenas para aqueles da casa de Israel, por isto diz no versículo 16: “<em>Tenho ainda outras ovelhas que não são deste aprisco</em>”. Na verdade, os Apóstolos, após a Ressurreição, serão enviados a todas as gentes para pregar o Evangelho a todas as criaturas, começando por Jerusalém e continuando pela Judéia, Samaria e até os confins da terra.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Ao final do versículo, atentos a Palavra: “<em>haverá um só rebanho e um só pastor</em>”. Jesus nos fala da unidade da Igreja sob uma só cabeça visível, porque como nos ensina o Concílio Vaticano II: “<em>O Senhor confiou todos os bens da nova Aliança ao único colégio apostólico, cuja cabeça é Pedro, com o fim de constituir na terra um só corpo. É necessário que a ele se incorporem plenamente todos os que de alguma forma pertencem ao Povo de Deus</em>” (Unitatis Redintegratio, n° 3).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Nos versículos finais, Jesus explica a vontade livre com que Se entrega à morte para o bem do Seu rebanho: “<em>Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo</em>”. (Jo 6,51). Observamos que Cristo possui pleno poder, mas se submete em sacrifício em perfeita obediência ao Pai.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Nunca entenderemos perfeitamente a liberdade de Jesus Cristo, imensa e infinita como seu amor. Mas a sua Paixão, nos leva a pensar: &#8211; porque me destes, Senhor, este privilégio de seguir os Teus passos? Este é o reto uso da liberdade, onde faço minha opção de vida.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Rezemos pelos nossos pastores, pois hoje é o <strong><em>Dia Mundial de Orações pelas Vocações</em>.</strong></span></p>
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		<title>3° Domingo da Páscoa</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Apr 2012 04:03:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>caritatis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Evangelho Dominical: Ano B]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[discípulos]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus Cristo]]></category>
		<category><![CDATA[ressurreição]]></category>

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		<description><![CDATA[Jesus aparece aos Apóstolos: Lc 24,35-48 35Eles, por sua parte, contaram o que lhes havia acontecido no caminho e como o tinham reconhecido ao partir o pão. 36Enquanto ainda falavam dessas coisas, Jesus apresentou-se no meio deles e disse-lhes: A paz esteja convosco! 37Perturbados e espantados, pensaram estar vendo um espírito. 38Mas ele lhes disse: Por ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_3137" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://caritatis.com.br/wp-content/uploads/2012/04/cro_v_g.jpg"><img class="size-medium wp-image-3137" title="cro_v_g" src="http://caritatis.com.br/wp-content/uploads/2012/04/cro_v_g-300x228.jpg" alt="" width="300" height="228" /></a>
<p class="wp-caption-text">DUCCIO di Buoninsegna. Appearence While the Apostles are at Table (1308-11). Museo dell&#39;Opera del Duomo, Siena</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;"><strong>Jesus aparece aos Apóstolos: </strong>Lc 24,35-48</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;"><sup>35</sup>Eles, por sua parte, contaram o que lhes havia acontecido no caminho e como o tinham reconhecido ao partir o pão. <sup>36</sup>Enquanto ainda falavam dessas coisas, Jesus apresentou-se no meio deles e disse-lhes: A paz esteja convosco! <sup>37</sup>Perturbados e espantados, pensaram estar vendo um espírito. <sup>38</sup>Mas ele lhes disse: Por que estais perturbados, e por que essas dúvidas nos vossos corações? <sup>39</sup>Vede minhas mãos e meus pés, sou eu mesmo; apalpai e vede: um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que tenho. <sup>40</sup>E, dizendo isso, mostrou-lhes as mãos e os pés. <sup>41</sup>Mas, vacilando eles ainda e estando transportados de alegria, perguntou: Tendes aqui alguma coisa para comer? <sup>42</sup>Então ofereceram-lhe um pedaço de peixe assado. <sup>43</sup>Ele tomou e comeu à vista deles. <sup>44</sup>Depois lhes disse: Isto é o que vos dizia quando ainda estava convosco: era necessário que se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos profetas e nos Salmos. <sup>45</sup>Abriu-lhes então o espírito, para que compreendessem as Escrituras, dizendo: <sup>46</sup>Assim é que está escrito, e assim era necessário que Cristo padecesse, mas que ressurgisse dos mortos ao terceiro dia. <sup>47</sup>E que em seu nome se pregasse a penitência e a remissão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. <sup>48</sup>Vós sois as testemunhas de tudo isso.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Comentando:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">O Evangelho de hoje se inicia com os <em>Discípulos de Emaús</em> chegando a Jerusalém, onde os Apóstolos e alguns outros discípulos se encontravam com Pedro.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Jerusalém foi o lugar onde Deus quis ser louvado, e ali os profetas exerceram o seu ministério. Por vontade divina Jesus Cristo padeceu, morreu e ressuscitou em Jerusalém. Foi a partir de Jerusalém, que o Reino de Deus começou a se estender (cf. Lc 24,47). No Novo Testamento, há algumas denominações para a Igreja de Cristo, como: “<em>Jerusalém do Alto</em>” (Gl 4,26); “<em>Jerusalém Celeste</em>” (Hb 12,22); “<em>Nova Jerusalém</em>” (Ap 21,2).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">A Igreja também começa em Jerusalém. Mais tarde, São Pedro, pela Providência Divina, se transfere para Roma, deste modo, se converte no centro da Igreja. Como os discípulos são confirmados na fé por São Pedro, até hoje os cristãos acorrem à Sé de Pedro para confirmar a sua fé, mantendo assim a unidade da Igreja.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">“<em>Sem Papa, a Igreja Católica não seria o que é, mas porque, faltando na Igreja de Cristo a autoridade pastoral suprema, eficaz e decisiva de Pedro, a unidade se arruinaria.  E queiram também considerar que este eixo central, na construção da santa Igreja, não quer constituir supremacia de orgulho espiritual e domínio humano, mas primado de serviço, de ministério e de amor. Não é retórica vã atribuir ao Vigário de Cristo o título de <strong>servo dos servos de Deus</strong></em>&#8220;. (<em>Ecclesiam suam</em>, n° 62).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Esta aparição de Jesus ressuscitado aos apóstolos nos é narrada pelos Evangelhos de São Lucas e São João (cf. Jo 20,19-23). Enquanto João fala da instituição do sacramento da Penitência, São Lucas destaca a dificuldade dos discípulos em aceitar o milagre da Ressurreição, apesar do testemunho das mulheres e daqueles que já tinham visto o Senhor ressuscitado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">A porta do local onde se encontravam os discípulos estava fechada, e Jesus aparece de improviso, por isto eles ficam surpresos. “<em>Jesus penetrou no recinto fechado não porque a sua natureza fosse incorpórea, mas porque tinha a qualidade de um corpo ressuscitado</em>” (Santo Ambrósio de Milão,†397). Entre as qualidades de um corpo glorioso, a delicadeza, faz com que o corpo esteja em sua totalidade dominado pelo poder da alma, por este motivo atravessa obstáculos materiais sem nenhuma resistência. E, a cena se reveste de um encanto pessoal quando é descrito pelo Evangelista os detalhes do corpo glorioso de Jesus para confirmar a verdade de Sua Ressurreição.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Ainda que o corpo do ressuscitado seja inalterado, e não necessite de alimentos para se nutrir, Jesus quer confirmar os discípulos na verdade da Sua Ressurreição com estas duas provas: 1) convidando a que o toquem; 2) comendo na presença deles. Diz-nos (Santo Inácio de Antioquia, †107): “<em>Sei muito bem e nisto ponho a minha fé que, depois da Sua Ressurreição, o Senhor permaneceu na Sua carne. E assim, quando Se apresentou a Pedro e aos seus companheiros, disse-lhes: Tocai-me e compreendei que não sou um espírito incorpóreo. E prontamente tocaram-No e acreditaram, ficando persuadidos da Sua carne e do Seu espírito</em>”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">O Evangelista Lucas escreve para os gentios, por isto narra a advertência de Cristo aos discípulos, que declara ter se cumprido tudo o que estava predito acerca d’Ele. Destaca desta maneira a unidade dos dois Testamentos e que Jesus é verdadeiramente o Messias.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">“<em>Era necessário que Cristo padecesse, mas que ressurgisse dos mortos ao terceiro dia</em>”: &#8211; O Evangelista põe em destaque a falta de inteligência dos Apóstolos, quando Jesus anuncia a Sua Morte e Ressurreição. Agora cumprida à profecia, recorda aos discípulos a necessidade de todo Seu padecimento e da Sua Ressurreição.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">A cruz é um mistério não só na vida de Cristo, mas também na nossa. Jesus sofre para cumprir a vontade do Pai&#8230; E tu, poderás queixar-te se encontrares por companheiro de caminho o sofrimento?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Aproveitemos o tempo Pascal para contemplarmos em nossas vidas a Ressurreição de Cristo.</span></p>
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		<title>Quem são os Padres da Igreja?</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Apr 2012 14:59:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>caritatis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia Medieval]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Doutor da Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Padres da Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Patrística]]></category>

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		<description><![CDATA[O tempo da Escritura inspirada terminou; começa agora uma literatura propriamente dita, feita por homens, mas, como diz Bossuet (†1704), por homens “nutridos com o trigo dos eleitos, repletos daquele espírito primitivo que receberam de mais perto e com mais abundância da própria fonte”, homens que foram instruídos pelo exemplo dos Apóstolos e que participam ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_3126" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://caritatis.com.br/wp-content/uploads/2012/04/44jerome.jpg"><img class="size-medium wp-image-3126" title="44jerome" src="http://caritatis.com.br/wp-content/uploads/2012/04/44jerome-300x217.jpg" alt="" width="300" height="217" /></a>
<p class="wp-caption-text">CARAVAGGIO. St Jerome, 1606. Galleria Borghese, Rome</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">O tempo da Escritura inspirada terminou; começa agora uma literatura propriamente dita, feita por homens, mas, como diz Bossuet (†1704), por homens “</span><em style="color: #003366;">nutridos com o trigo dos eleitos, repletos daquele espírito primitivo que receberam de mais perto e com mais abundância da própria fonte</em><span style="color: #003366;">”, homens que foram instruídos pelo exemplo dos Apóstolos e que participam diretamente na conquista do mundo pela cruz. É este vasto conjunto literário, que começa a partir do século II e depois se expande pelos seguintes, que se designará por meio de uma expressão mais célebre do que explícita: </span><strong style="color: #003366;">Os Padres da Igreja</strong><span style="color: #003366;">.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">“<em>Padres da Igreja</em>” é uma expressão que evoca, as majestosas séries de grossos volumes que o Abade Migne (†1875) publicou sob o título geral de <em>Patrologiae cursus completus</em>: 277 volumes de <em>patrologia latina</em> e 161 de <em>patrologia grega</em>. Mas o erudito colecionador de todos estes textos, limitou-se a <em>gregos</em> e <em>latinos</em>, deixando de lado os <em>Padres Sírios</em>, <em>Coptas</em> e <em>Armênios</em>, que contêm também muitas riquezas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Os primeiros Padres, aqueles que fundaram o pensamento cristão, são os dos cinco primeiro séculos, até a queda do Império Romano. Só por si eles constituem já um mundo. A sua influência será profunda e fertilizante, quer para o espírito, quer para a alma, e por isso serão estimados tanto pelos católicos, como pelos ortodoxos e protestantes. Não há nenhum grande escritor cristão que não recorra a eles de uma forma ou de outra, e se a massa dos fiéis os venera mais do que os conhece, é importante assinalar nos nossos dias um retorno a esta fonte poderosa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">O termo Padre designava na sua origem os chefes das comunidades, os bispos; foi este sentido que conservou no caso do primeiro dos bispos, o de Roma, o Papa. Neles residia, como vimos toda a autoridade, quer doutrinal, quer disciplinar. Mais tarde, o termo passou a aplicar-se, sobretudo aos defensores da doutrina, principalmente àqueles que, perante os hereges, lutavam pela fé, mesmo que não tivessem o caráter episcopal. Foi o caso de <strong>Tertuliano</strong> (†220), <strong>Orígenes</strong> (†253) e <strong>Eusébio de Cesaréia</strong> (†339).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">A matéria que estes homens tratavam era imensa: é o cristianismo inteiro, falavam sobre a doutrina moral, convidam à penitência e denunciam as faltas e os erros com um vigor que os nossos tempos já não estão acostumados. Elaboram a ciência que se chamará TEOLOGIA, a reflexão sistemática sobre os grandes dados da doutrina. Uma das contribuições essenciais da literatura Patrística é o esforço por precisar na sua formulação os <strong>dogmas da Igreja</strong>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Há duas características que devem ser especialmente sublinhadas: essas obras são ESCRITURÍSTICAS e PEDAGÓGICAS. Mas estes dois traços prendem-se diretamente com o seu caráter mais essencial, que é o de serem uma literatura viva, profundamente unida à própria existência da Igreja e ao seu desenvolvimento. A ação de um homem ou de uma sociedade não é verdadeiramente fecunda se não encontrar o seu exato equilíbrio entre o passado e o futuro, entre os valores da tradição e as audácias do empreendimento. Dizia São Jerônimo (†420): “<em>Ignorar as sagradas letras, é ignorar Cristo</em>”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">A literatura que produzem é ESCRITURÍSTICA, pois sabem que as sua raízes não podem encontrar vida senão nas próprias fontes de que Jesus fez correr a água viva. Desta maneira são eles que dão início à ciência da Escritura, à EXEGESE. São Justino, Mártir (†165), Santo Irineu, Padre grego, Bispo de Lyon, Mártir (†202) e São Clemente de Alexandria, Padre grego, Apologista (†217) são os criadores desta interpretação.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Os Padres da Igreja, não escrevem por escrever, não analisam os textos como intelectuais. Escrevem para agir, estimular. É uma literatura PEDAGÓGICA: procura ensinar a mensagem de Cristo, esclarecer os espíritos e formar as almas. Diz-nos, ainda, Bossuet (†1704): “<em>As suas obras, geram naqueles que as estudam um fruto eterno</em>”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">O que eles pensam e o que dizem, conceberam-no na realidade viva das comunidades de que eram membros e onde o poder criador da fé arrastava os corações em direção ao futuro.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Cabe aqui lembrar que o termo <strong>Doutor da Igreja</strong>, que se associa muitas vezes ao de <strong>Padre da Igreja</strong>, não é um simples sinônimo. Indica um grau a mais, pois <span style="text-decoration: underline;">nem todos os Padres são Doutores</span>. Pouco a pouco, passou a ser reservada para alguns grandes espíritos cuja ciência eminente, rigorosa ortodoxia e exemplar santidade lhes conferiam uma santidade admitida por todos. A <strong>Igreja Bizantina</strong> venera três Doutores: <strong>São Basílio</strong>, Bispo de Cesaréia na Palestina (†379), <strong>São Gregório Nazianzo</strong>, Patriarca de Cosntantinopla (†390) e <strong>São João Crisóstomo</strong>, Patriarca de Constantinopla (†407). Roma acrescenta-lhes uma quarto oriental: <strong>Santo Atanásio</strong>, Patriarca de Alexandria (†373) e quatro ocidentais: <strong>Santo Ambrósio</strong>, Bispo de Milão (†397), <strong>São Jerônimo</strong>, Monge em Belém (†420), <strong>Santo Agostinho</strong>, Bispo de Hipona (†430) e <strong>São Gregório Magno</strong>, Papa (†604). São estes os oito “<em>Grandes Doutores</em>” da Igreja. Mas, há outros doutores proclamados pela Igreja. Aqui, estamos apenas nos referindo aos Doutores da época Patrística.</span></p>
<address style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Fonte:</span></address>
<address style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">ROPS, Daniel. A Igreja dos Apóstolos e dos Mártires. São Paulo, Quadrante, 1988.</span></address>
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		<title>2° Domingo da Páscoa</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Apr 2012 00:55:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>caritatis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Evangelho Dominical: Ano B]]></category>
		<category><![CDATA[Apóstolos]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus Cristo]]></category>
		<category><![CDATA[Tomé]]></category>

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		<description><![CDATA[ Festa da Divina Misericórdia &#8211; Jo 20,19-31: “A Paz esteja convosco!”. (15.abr.2012) 19Na tarde do mesmo dia, que era o primeiro da semana, os discípulos tinham fechado as portas do lugar onde se achavam, por medo dos judeus. Jesus veio e pôs-se no meio deles. Disse-lhes ele: A paz esteja convosco! 20Dito isso, mostrou-lhes as ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_3115" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://caritatis.com.br/wp-content/uploads/2012/04/1024px-Caravaggio_incredulity.jpg"><img class="size-medium wp-image-3115" title="1024px-Caravaggio_incredulity" src="http://caritatis.com.br/wp-content/uploads/2012/04/1024px-Caravaggio_incredulity-300x217.jpg" alt="" width="300" height="217" /></a>
<p class="wp-caption-text">Caravaggio, The Incredulity of Saint Thomas, 1601-1602, Sanssouci, Potsdam &#8211; Germany.</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;"> Festa da Divina Misericórdia &#8211; Jo 20,19-31: “A Paz esteja convosco!”. (15.abr.2012)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;"><sup>19</sup>Na tarde do mesmo dia, que era o primeiro da semana, os discípulos tinham fechado as portas do lugar onde se achavam, por medo dos judeus. Jesus veio e pôs-se no meio deles. Disse-lhes ele: A paz esteja convosco! <sup>20</sup>Dito isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos alegraram-se ao ver o Senhor. <sup>21</sup>Disse-lhes outra vez: A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós. <sup>22</sup>Depois dessas palavras, soprou sobre eles dizendo-lhes: Recebei o Espírito Santo. <sup>23</sup>Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos. <sup>24</sup>Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. <sup>25</sup>Os outros discípulos disseram-lhe: Vimos o Senhor. Mas ele replicou-lhes: Se não vir nas suas mãos o sinal dos pregos, e não puser o meu dedo no lugar dos pregos, e não introduzir a minha mão no seu lado, não acreditarei!  <sup>26</sup>Oito dias depois, estavam os seus discípulos outra vez no mesmo lugar e Tomé com eles. Estando trancadas as portas, veio Jesus, pôs-se no meio deles e disse: A paz esteja convosco!  <sup>27</sup>Depois disse a Tomé: Introduz aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos. Põe a tua mão no meu lado. Não sejas incrédulo, mas homem de fé. <sup>28</sup>Respondeu-lhe Tomé: Meu Senhor e meu Deus! <sup>29</sup>Disse-lhe Jesus: Creste, porque me viste. Felizes aqueles que crêem sem ter visto! <sup>30</sup>Fez Jesus, na presença dos seus discípulos, ainda muitos outros milagres que não estão escritos neste livro. <sup>31</sup>Mas estes foram escritos, para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">____</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Comentando:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">No Evangelho de hoje, Jesus aparece aos Apóstolos, na tarde do domingo, em que ressuscitou. Apresenta-se, sem a necessidade de abrir as portas, pois possuía o corpo glorioso; mas para desfazer a impressão que era um “<em>fantasma</em>”, ou melhor, que era um espírito puro, mostra aos Apóstolos, suas chagas, para não deixar dúvida quanto à Ressurreição.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Os Apóstolos estavam envergonhados de não terem agido bem, durante a Paixão do Senhor. Alguns prometeram fidelidade e não cumpriram. Mas o Senhor, com as palavras “<em>A Paz esteja convosco</em>”, dissipa aquele ambiente de desconfiança e passa a um ambiente de intimidade, onde Jesus quer transmitir a eles poderes transcendentais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Jesus aparece aos Apóstolos por três motivos:</span></p>
<ul>
<li><span style="color: #003366;">Para </span><strong style="color: #003366;">convencer</strong><span style="color: #003366;"> que Ele Ressuscitou;</span></li>
<li><span style="color: #003366;">Para </span><strong style="color: #003366;">instruir</strong><span style="color: #003366;">, pois irá enviá-los para pregar o Evangelho a todos os povos. Esta é a nossa missão, levar a todos a Boa Notícia de que Cristo Ressuscitou;</span></li>
<li><span style="color: #003366;">Para </span><strong style="color: #003366;">consolar</strong><span style="color: #003366;">, pois pela Sua Paixão e Morte, os Apóstolos ficaram com a confiança abalada. Então, Jesus os procura, para confortar, reanimar, qual Pai bondoso que alivia os filhos angustiados; ou amigo fiel que consola os amigos tristes.</span></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">É a Paz e a Alegria que lhes trás. Da mesma forma, hoje, não devemos perder a confiança, não devemos ficar angustiados, devemos nos consolar em Jesus, o Ressuscitado. Pois a solução que não temos, que ninguém tem, só Jesus possui. Não é assim a canção: “Só em ti Jesus”, cantada pelo Pe. Marcelo Rossi.</span></p>
<address style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Só em Ti Jesus,</span></address>
<address style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Quero me derramar…</span></address>
<address style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Como o rio se entrega ao mar</span></address>
<address style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Me derramar de amor.</span></address>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">…</span></p>
<address style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Só em Ti repousa a minha esperança,</span></address>
<address style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Não vacilarei, nem mesmo na dor</span></address>
<address style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Quero seguir-Te até o fim…</span></address>
<address style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Só por Ti Jesus.</span></address>
<address style="text-align: justify;"> </address>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Jesus, com as palavras “</span><em style="color: #003366;">Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos</em><span style="color: #003366;">”, confere aos Apóstolos o poder de perdoar os pecados, poder que exerce no Sacramento da Penitência, que é a expressão mais sublime do amor e da misericórdia de Deus. Podemos ver isto na parábola do Filho Pródigo (Lc 15,11-32), muito bem apresentado no Livro: “</span><em style="color: #003366;">Parábola do Pai Misericordioso</em><span style="color: #003366;">”, do Pe. Alvaro Barreiro,SJ, onde o Senhor, sempre de braços abertos, espera que voltemos para Ele, arrependidos, para nos perdoar e nos devolver a dignidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Ainda no Evangelho de hoje, podemos contemplar a dúvida do Apóstolo Tomé, que leva o Senhor a dar-lhe uma prova especial da realidade do Seu Corpo Ressuscitado. Tomé, na sua resposta faz uma exclamação: um maravilhoso ato de fé na Divindade de Jesus “<em>Meu Senhor e meu Deus!</em>” Uma jaculatória que cada fiel deve repetir, como ato de fé, na presença real de Cristo na Eucaristia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Tomé necessita da graça de Deus para acreditar; mas, teria sido de maior mérito a sua fé se tivesse aceitado o testemunho dos Apóstolos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Creio Senhor, mas aumentai a minha fé!</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Divisão Histórica da Patrística</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Apr 2012 08:24:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>caritatis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia Medieval]]></category>
		<category><![CDATA[escolas cristãs]]></category>
		<category><![CDATA[Patrística]]></category>
		<category><![CDATA[patrologia]]></category>

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		<description><![CDATA[A história da Patrística se distribui ao longo de mais ou menos oito séculos. Nela, costumam ser incluídos alguns autores que, embora não tenham preenchido o requisito de santidade de vida, foram importantes em seu desenvolvimento. No âmbito da Teologia, para designar esta época e estes autores, emprega-se o termo Patrologia. Assim, Patrística é o ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;"><a href="http://caritatis.com.br/wp-content/uploads/2012/04/padres2.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-3075" title="padres2" src="http://caritatis.com.br/wp-content/uploads/2012/04/padres2-300x196.jpg" alt="" width="300" height="196" /></a>A história da Patrística se distribui ao longo de mais ou menos oito séculos. Nela, costumam ser incluídos alguns autores que, embora não tenham preenchido o requisito de santidade de vida, foram importantes em seu desenvolvimento. No âmbito da Teologia, para designar esta época e estes autores, emprega-se o termo Patrologia. Assim, Patrística é o termo empregado pela filosofia e Patrologia, pela teologia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Alguns autores podem ser muito importantes numa perspectiva, mas, nem tanto na outra. É neste sentido que não se pode falar propriamente de Patrística no primeiro século, já que os primeiros Padres não deram importância à filosofia. Os historiadores costumam dividir o desenvolvimento da Patrística em três etapas:</span></p>
<p><strong style="color: #003366; text-align: justify;">1) Formação</strong><span style="color: #003366; text-align: justify;">: Das origens ao Concílio de Nicéia (325)</span></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><span style="color: #003366;">Padres Apostólicos.</span></li>
<li><span style="color: #003366;">Padres Apologistas.</span></li>
<li><span style="color: #003366;">As Primeiras Escolas Cristãs.</span></li>
</ul>
<p><strong style="color: #003366; text-align: justify;">2) Apogeu: </strong><span style="color: #003366; text-align: justify;">De 325 até o Concílio da Calcedônia (451)</span><br />
<strong style="color: #003366; text-align: justify;"></strong></p>
<p><strong style="color: #003366; text-align: justify;">3) Decadência</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><span style="color: #003366;"><strong>No Oriente</strong>: Até São João Damasceno (†749)</span></li>
<li><span style="color: #003366;"><strong>No Ocidente</strong>: Até Santo Isidoro de Sevilha (†636)</span></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;"><strong>A) Padres Apostólicos (Século I)</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Essa designação deve-se a Jean Baptiste Cotelier (†1686), que denominou de Apostólicos os seguintes escritos:</span></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><span style="color: #003366;">Epístola de Barnabé;</span></li>
<li><span style="color: #003366;">Epístolas aos Coríntios de Clemente Romano;</span></li>
<li><span style="color: #003366;">Sete Cartas de Santo Inácio de Antioquia;</span></li>
<li><span style="color: #003366;">Carta aos Filipenses de São Policarpo de Esmirna;</span></li>
<li><span style="color: #003366;">Pastor de Hermas (Hérmias);</span></li>
<li><span style="color: #003366;">Mais tarde, foram acrescentados:</span></li>
<li><span style="color: #003366;">Símbolo dos Apóstolos (Didakhé – Catecismo);</span></li>
<li><span style="color: #003366;">II Epístola aos Coríntios de Clemente Romano;</span></li>
<li><span style="color: #003366;">Escritos de Papías;</span></li>
<li><span style="color: #003366;">Carta a Diognetes;</span></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Em geral, os Padres Apostólicos não deram importância à filosofia ou viram-na negativamente. Especialmente, Hermas (O Pastor de Hérmias) e Clemente, em suas duas Cartas aos Coríntios.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;"><strong>B) Padres Apologistas (Século II)</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Os Padres Apologistas sentiram a necessidade do uso da filosofia para defender as doutrinas cristãs contra os que as atacavam. Reconheciam a supremacia da verdade cristã, mas não recusaram o auxílio da filosofia para a sua defesa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Principais autores:</span></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><span style="color: #003366;">São Justino (†165);</span></li>
<li><span style="color: #003366;">Santo Hipólito de Roma (†236);</span></li>
<li><span style="color: #003366;">Quintus Septimius Florens Tertullianus &#8211; Tertuliano (†220).</span></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Embora pertencentes a uma Escola Cristã, são também denominados de Apologistas os seguintes membros da Escola de Alexandria:</span></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><span style="color: #003366;">Clemente de Alexandria ou Tito Flávio Clemente (†217)</span></li>
<li><span style="color: #003366;">Orígenes de Alexandria ou Orígenes de Cesaréia ou Orígenes o Cristão (†253)</span></li>
<li><span style="color: #003366;">Dionísio de Alexandria, Patriarca (†265)</span></li>
<li><span style="color: #003366;">Santo Atanásio de Alexandria, Patriarca, Doutor da Igreja (†373).</span></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;"><strong>C) Escolas Cristãs (Século II – VII)</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;"><strong>C.1) Padres Orientais / Gregos</strong></span></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><span style="color: #003366;"><strong>Escola de Alexandria </strong></span></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><span style="color: #003366;">Clemente de Alexandria ou Tito Flávio Clemente (†217)</span></li>
<li><span style="color: #003366;">Orígenes de Alexandria ou Orígenes de Cesaréia ou Orígenes o Cristão (†253)</span></li>
<li><span style="color: #003366;">Dionísio de Alexandria, Patriarca, chefe da Escola até o ano de 264 (†265)</span></li>
<li><span style="color: #003366;">Santo Atanásio de Alexandria, Patriarca, Doutor da Igreja (†373).</span></li>
</ul>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><span style="color: #003366;"><strong>Escola de Cesaréia da Palestina </strong></span></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><span style="color: #003366;">Orígenes de Alexandria ou Orígenes de Cesaréia ou Orígenes o Cristão, foi o fundador (†253)</span></li>
<li><span style="color: #003366;">Gregório Taumaturgo (†270)</span></li>
<li><span style="color: #003366;">São Pânfilo, presbítero (†309)</span></li>
<li><span style="color: #003366;">Eusébio de Cesaréia, Pai da História da Igreja (†339)</span></li>
<li><span style="color: #003366;">Nemésio de Emesa (†400).</span></li>
</ul>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><span style="color: #003366;"><strong>Escola de Cesaréia da Capadócia</strong></span></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><span style="color: #003366;">São Basílio Magno, Arcebispo e Doutor da Igreja (†379)</span></li>
<li><span style="color: #003366;">São Gregório de Nazianzo ou Nazianzeno, Patriarca de Constantinopla e Doutor da Igreja (†389)</span></li>
<li><span style="color: #003366;">São Gregório de Nissa (†394)</span></li>
</ul>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><span style="color: #003366;"><strong>Escola de Antioquia</strong></span></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><span style="color: #003366;">Teófilo de Antioquia, Patriarca (†186)</span></li>
<li><span style="color: #003366;">São João Crisóstomo, Patriarca de Constantinopla, Doutor da Igreja (†407)</span></li>
<li><span style="color: #003366;">Teodoro de Mopsuéstia, bispo, também conhecido como Teodoro de Antioquia (†428)</span></li>
<li><span style="color: #003366;">Vítor de Antioquia (viveu por volta do ano 500)</span></li>
<li><span style="color: #003366;">Teodoreto de Ciro, bispo (†466)</span></li>
<li><span style="color: #003366;">Afraates, o sábio, bispo, santo (†333)</span></li>
<li><span style="color: #003366;">São João Damasceno, monge, Doutor da Igreja (†749)</span></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;"><strong>C.2) Padres Ocidentais / Latinos</strong></span></p>
<ul>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Santo Ambrósio, Bispo de Milão, Doutor da Igreja (†397)</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">São Jerônimo, Doutor da Igreja (†420)</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Santo Agostinho, Bispo de Hipona, Doutor da Igreja (†430)</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">São Gregório Magno, Papa, Doutor da Igreja (†604)</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Santo Isidoro de Sevilha, Arcebispo, Doutor da Igreja (†636)</span></li>
</ul>
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		<title>Patrística</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Apr 2012 04:26:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>caritatis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia Medieval]]></category>
		<category><![CDATA[Padres da Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Patrística]]></category>

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		<description><![CDATA[Designa-se o período dos Padres da Igreja (em latim pater, patris = pai). Este período vai mais ou menos do século II ao século VIII. Os Padres destacaram-se pelo esforço em dar à doutrina cristã uma interpretação adequada aos ensinamentos bíblicos e, além disso, respostas às exigências concretas da existência humana situada historicamente. As suas ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_3059" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://caritatis.com.br/wp-content/uploads/2012/04/Raffael_058.jpg"><img class="size-medium wp-image-3059" title="Raffael_058" src="http://caritatis.com.br/wp-content/uploads/2012/04/Raffael_058-300x203.jpg" alt="" width="300" height="203" /></a>
<p class="wp-caption-text">RAFFAELLO Sanzio, The School of Athens, 1509. Stanza della Segnatura, Palazzi Pontifici, Vatican</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Designa-se o período dos Padres da Igreja (em latim pater, patris = pai). Este período vai mais ou menos do século II ao século VIII. Os Padres destacaram-se pelo esforço em dar à doutrina cristã uma interpretação adequada aos ensinamentos bíblicos e, além disso, respostas às exigências concretas da existência humana situada historicamente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">As suas preocupações voltaram-se, sobretudo, para o campo da moral. Também outras questões relativas à adequação entre a mensagem cristã e as exigência da racionalidade foram tema de suas reflexões filosóficas. Notabilizaram-se, ainda, pelo combate às doutrinas consideradas heréticas pela Igreja, como foram os casos do gnosticismo e do maniqueísmo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Ainda que tenham combatido muitas versões da filosofia de Platão, com os expurgos necessários à ortodoxia cristã, para elaborar suas doutrinas filosóficas, os Padres inspiraram-se sobretudo no mestre da Academia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Muitos deles estiveram ligados a escolas filosóficas cristãs, como as de Alexandria, no Egito, de Cesaréia na Capadócia, de Cesaréia na Palestina e em Antioquia. São classificados em Padres Orientais e Padres Ocidentais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Cabe lembrar que, em sentido estrito, um Padre (ou Pai) da Igreja deve apresentar quatro características: Ortodoxia doutrinal, santidade de vida, aprovação da Igreja, relativa antiguidade (até fins do século III aproximadamente). Quando a nota de antiguidade está ausente e se o escritor representou de maneira eminente à doutrina da Igreja, ele recebe o título de Doutor da Igreja.</span></p>
<address><span style="color: #003366;">Referências:</span></address>
<ul>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Hryniewicz, S., Para Filosofar hoje, Livraria e Editora Santelena Ltda, Rio de Janeiro-RJ, 5ª Edição, 2002.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Gilson, E., A Filosofia na Idade Média, Martins Fontes, São Paulo-SP, 1998.</span></li>
</ul>
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		</item>
		<item>
		<title>Domingo de Páscoa: Manhã</title>
		<link>http://caritatis.com.br/2012/04/05/domingo-de-pascoa-manha/</link>
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		<pubDate>Fri, 06 Apr 2012 02:19:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>caritatis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Evangelho Dominical: Ano B]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus Cristo]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Madalena]]></category>
		<category><![CDATA[ressurreição]]></category>

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		<description><![CDATA[Jo 20,1-9: 1No primeiro dia que se seguia ao sábado, Maria Madalena foi ao sepulcro, de manhã cedo, quando ainda estava escuro. Viu a pedra removida do sepulcro. 2Correu e foi dizer a Simão Pedro e ao outro discípulo a quem Jesus amava: Tiraram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram! 3Saiu então Pedro com aquele ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_3051" class="wp-caption alignleft" style="width: 285px"><a href="http://caritatis.com.br/wp-content/uploads/2012/04/magdatwo.jpg"><img class="size-medium wp-image-3051" title="magdatwo" src="http://caritatis.com.br/wp-content/uploads/2012/04/magdatwo-275x300.jpg" alt="" width="275" height="300" /></a>
<p class="wp-caption-text">Guercino, Magdalen and two angels, 1622 – Pinacoteca, Vatican.</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;"><em><strong>Jo 20,1-9</strong>: </em><em><sup>1</sup></em><em>No </em>primeiro dia que se seguia ao sábado, Maria Madalena foi ao sepulcro, de manhã cedo, quando ainda estava escuro. Viu a pedra removida do sepulcro.<em> </em><em><sup>2</sup></em><em>Correu e foi dizer a Simão Pedro e ao outro discípulo a quem Jesus amava: Tiraram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram!</em><em> </em><em><sup>3</sup></em><em>Saiu então Pedro com aquele outro discípulo, e foram ao sepulcro.</em><em> </em><em><sup>4</sup></em><em>Corriam juntos, mas aquele outro discípulo correu mais depressa do que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro.</em><em> </em><em><sup>5</sup></em><em>Inclinou-se e viu ali os panos no chão, mas não entrou.</em><em> </em><em><sup>6</sup></em><em>Chegou Simão Pedro que o seguia, entrou no sepulcro e viu os panos postos no chão.</em><em> </em><em><sup>7</sup></em><em>Viu também o sudário que estivera sobre a cabeça de Jesus. Não estava, porém, com os panos, mas enrolado num lugar à parte.</em><em> </em><em><sup>8</sup></em><em>Então entrou também o discípulo que havia chegado primeiro ao sepulcro. Viu e creu.</em><em> </em><em><sup>9</sup></em><em>Em verdade, ainda não haviam entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dentre os mortos.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">____</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Comentando:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #003366;">O Sepulcro vazio:</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Maria Madalena é uma das mulheres que assistiam o Senhor nas Suas viagens (Lc 8,1-3); junto com a Virgem Maria seguiu-O até a cruz (Jo 19,25) e viu onde tinham depositado o Seu Corpo (Lc 23,55). Agora, passado o repouso do sábado – este dia tornou-se o “<em>Dia do Senhor</em>”, o domingo cristão (Ap 1,10). Maria Madalena, por amor e veneração, vai sem demora para junto ao Corpo do Senhor, pois acreditava realmente que Jesus era o Messias, pois era uma discípula fiel e quando lá chega se depara com a realidade do túmulo vazio.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Volta apressadamente para contar aos discípulos, a “<em>boa nova</em>”, o Corpo de Cristo, não estava mais no sepulcro. Maria Madalena espantada quer saber onde estava o Corpo do Mestre, e conta a Pedro e João, que imediatamente vão ao local do sepulcro.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Cristo ressuscitou! “<em>Só tu, noite feliz – canta o</em><em> </em><em><span style="text-decoration: underline;">Exsultet</span></em><em> </em><em>da Páscoa – soubeste a hora em que Cristo da morte ressurgia</em>”. Com efeito, ninguém foi testemunha ocular do próprio acontecimento da Ressurreição, e nenhum Evangelista o descreve. Está no Mistério da Fé. (Catecismo da Igreja Católica, 647).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Dar testemunho deste fato será ponto essencial da missão que Cristo quer confiar aos apóstolos: “<em>Sereis minhas testemunhas em Jerusalém… e até nos confins da terra</em>” (At 1,8).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">No v.4, é narrado que João chegou primeiro, mas não entrou no Sepulcro, talvez por respeito a Pedro, que era o cabeça dos Apóstolos, instituído pelo próprio Cristo. Interessante a atitude de João, de simplicidade e de respeito, um bom ensinamento a nossa vida.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">O que viram, e o que experimentaram, quando viram o túmulo vazio? Qual a impressão que causou a eles, senão a de intuir, de algum modo a Ressurreição. Os panos no chão, o Sudário, não estavam rasgados, estavam de tal maneira, como se Jesus tivesse saído dos tecidos e das ligaduras, sem ser desenroladas, passando através delas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">O corpo de Jesus ressuscitou de maneira gloriosa, diferente do que acontecera com Lázaro, que necessitou ser desamarrado das ligaduras e tecidos da mortalha para poder andar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">O sepulcro vazio; a Ressurreição, apesar da experiência dos primeiros discípulos, requer a fé para ser aceita. A Ressurreição de Jesus é um fato real e histórico: nova união do corpo e da alma de Jesus. Supera, portanto, os limites da experiência sensível, requer-se o Dom da Fé.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">Cristo ressuscitou e está presente no meio de nós. Páscoa é passagem, é acreditar na vida. A Fé nos lembra que o Ressuscitado está e continua conosco no mundo. Ele é a nossa vida.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">FELIZ PÁSCOA!!!</span></p>
]]></content:encoded>
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